sábado, 1 de abril de 2017

A ocultação de Porrima pela Lua em 10 de abril 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 10 de abril próximo a Lua +99% iluminada e uma elongação solar de 169°, ocultará a estrela Porrima (Gamma Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F0V (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.

Assim sendo, observadores localizados na região noroeste da América do Sul (Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) e regiões do oceano Pacífico localizados próximos à costa desta região, poderão acompanhar a fase de desaparecimento dessa estrela conforme apresentado na tabela 1.

Já observadores situados na América Central (Aruba, Belize, Costa Rica, Cuba, Ilhas Cayman, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá e Porto Rico), incluindo grande parte da região do mar do Caribe e ilhas no oceano pacífico junto à costa, poderão acompanhar o desaparecimento e reaparecimento dessa estrela conforme apresentado na tabela 2.

Na região norte-americana, esse evento poderá ser acompanhado em grande parte do México (exceto a região norte dos estados Coahuila e Chihuahua) e regiões do sul e sudoeste dos Estados Unidos, conforme apresentado na tabela 3. 
 
Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange as respectivas regiões e ilhas localizadas no oceano Atlântico e oceano Pacífico. 

Porrima (gamma Virginis)

Duplicidade descoberta pelo astrônomo alemão Friedrich Georg Wilhelm Struve (1793 - 1864) em 1822 (dai também sua designação como STF 1670. WDS, 2014), um pequeno telescópio com abertura a partir de 80mm de abertura ótica, já apresentará uma visão notável sendo essa também uma das mais belas duplas do céu, uma vez que seus componentes são quase idênticos (magnitudes 3.48 e 3.53) classe e tipo espectral F0V respectivamente. 

O período de revolução entre seus principais pares é cerca de 169.1 anos. Elas tiveram seu periastro em 2005 sendo que a excentricidade orbital (figura 3) as colocam separadas entre sim entre 5 (au)* quando no periastro e 81 (au)* no apoastro. Sua distância ao Sol e estimada em 38.1 anos luz.

Nota:
(au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.


- WDS Washington Double Star Catalog: Epoch 2014.01. Disponível em: <http://www.handprint.com/ASTRO/>. Acesso em: 10 set. 2014.

- Stelle Doppier - (Double Star Database). Available in: <http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?menu=29&iddoppia=54650> Acess in 05 Ago. 2016.

A ocultação de Lambda Aquarii pela Lua em 22 de abril 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 22 de abril próximo, a Lua -18% iluminada e uma elongação solar de 51° ocultará a estrela Lambda Aquarii de magnitude 3.7 e tipo espectral M2.5III (Figura 1). Proporcionando a rara oportunidade de um registro diurno aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.

Assim sendo, os observadores localizados no continente sul americano (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai) conforme apresentado na tabela 1 poderão acompanhar as fases de desaparecimento e reaparecimento dessa estrela no período diurno conforme apresentado na tabela 1.

Atravessando uma grande porção do oceano pacífico sul, os observadores localizados na região leste da Nova Zelândia poderão acompanhar a fase de reaparecimento dessa estrela ocorrendo no limbo escuro, conforme apresentado na tabela 2.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange as respectivas regiões acima mencionadas da superfície terrestre, inclusive pequena porção da região glacial antártica. 

Lambda Aquarii

A designação de Bayer para Lambda Aquarii e uma breve consulta, indica tratar-se de uma estrela variável semirregular do tipo SR (AAVSO, 2017) conforme apresentado na figura 3 abaixo, cuja variabilidade entre máximos e mínimos encontra-se estimada em 3.5 a 3.8 magnitude.  

Sua distância ao sol encontra-se estimada em 383.7 anos-luz, sendo que o atual ciclo de ocultações dessa estrela efetivamente iniciado em 02 de maio último, encerrar-se-á 06 de setembro de 2017 com uma ocultação somente visível na região Antártica, portando desprovida de observadores.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 28 Abr. 2016.

- AAVSO Home  (VSX) Index. 1135, Available in: <https://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=1135> - Acess in 17 Abr. 2017.

O asteroide (83) Beatrix em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 04 de junho próximo, o asteroide Beatrix estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.741), quando então sua magnitude chegará a 9.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 83 Beatrix foi descoberto em 26 de abril de 1865 pelo astrônomo italiano Anibale de Gasparis (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é homenagem à Beatriz, nobre mulher florentina de família Portinari, imortalizada por Dante da Divina Comédia. Convém lembrar que o descobridor tinha uma filha com esse nome. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (27) Euterpe em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 26 de maio próximo, o asteroide Euterpe estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.002), quando então sua magnitude chegará a 10.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
 
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 27 Euterpe foi descoberto em 08 de novembro de 1853 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823-1895) no Observatório de Londres. O seu nome é alusão à musa da música (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (80) Sappho em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 14 de maio próximo, o asteroide Sappho estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.915), quando então sua magnitude chegará a 11.0, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
 
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 80 Sappho foi descoberto em 03 maio de 1864 pelo astrônomo pelo astrônomo norte-americano Norman Robert Pogson (1809 - 1891) no Observatório de Madras. Seu nome é uma homenagem à renovadora da poesia lírica grega, Safo (610. a.C), que inventou os versos sáficos; Safo. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (52) Europa em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 12 de maio próximo, o asteroide Europa estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.987), quando então sua magnitude chegará a 10.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 52 Europa foi descoberto em 04 de fevereiro de 1858 pelo astrônomo alemão Herman Goldschmidt (1802 - 1866) no Observatório de Paris. O nome é alusão a figura mitológica grega de Europa, filha de Agenor, irmão de Cadmo, amada de Júpiter.  (MOURÃO, 1987).

Em 12 de agosto de 2012, (52) Europa ocultou a estrela TYC 6223-00442-1, revelando ser essa um sistema binário de magnitudes 11,3 a componente primária e 12,4 respectivamente a componente secundária; já o asteroide (52) Europa tem um diâmetro médio de = 350 (± 5 km) (Giacchini et al. 2012).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- GIACCHINI, Breno Loureiro. Descoberta da duplicidade de TYC 6223-00442-1 durante uma ocultação por (52) Europa. Belo Horizonte: Ed. REA-Brasil. 2013. Disponível em: <http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/noticias.html> - Acesso em 08 set. 2014.


O asteroide (93) Minerva em 2017!

Antônio Rosa Campos
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CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 11 de maio próximo, o asteroide Minerva estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.998), quando então sua magnitude chegará a 11.0, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 93 Minerva foi descoberto em 24 de agosto de 1867 pelo astrônomo pelo astrônomo norte-americano James Graic Watson (1838 - 1880), no Observatório de Ann-Arbor. Seu nome é uma homenagem à minerva, uma das três divindades romanas de origem etrusca, personificação dos pensamentos elevados, das letras, das artes, das músicas, da sabedoria e da inteligência, e equiparada à Palas-Atena grega. (MOURÃO, 1987).

(93) Minerva, um asteroide triplo

Este e um asteroide do tipo C, pois contem um alto teor de carbono; este tipo de asteroide tem espectros muito semelhantes aos condritos carbonáceos. Esta composição química é aproximadamente a mesma que o Sol e a nebulosa solar primitiva, exceto que eles não contêm hidrogênio, hélio e outros voláteis possuindo albedos extremamente escuros, necessitando dessa forma de telescópios de boa abertura para sua observação (SIMONSEN, 2009).

A história da descoberta dos companheiros de (93) Minerva foi uma questão de sorte quando em 16 de agosto de 2009, os astrônomos Franck Marchis, Pascal Descamps, Jerome Berthier e Frédéric Vachier usando um conjunto de observações do sistema de óptica adaptativa do W.M. Keck telescope (Mauna Kea, Hawaii) identificaram dois objetos provisoriamente identificados como: 2009 (93) 1 e S/2009 (93) 2. Um estudo publicado em 2013 (Icarus 05/2013) revelou que esses satélites tem um diâmetro estimado em 2 e 5 km e orbitam seu primário (93) Minerva a 375 e 625 km respectivamente.

Em 17 de dezembro de 2013 ainda, a M.P.C. 85284 do Minor Planet Center, publicou os respectivos nomes de Aegis para o satélite S/2009 (93) 1 e Gorgoneion para o satélite S/2009 (93) 2 (MARCHIS, 2013). Aegis era um escudo mágico usado pela deusa Minerva (ou Athena), com a cabeça de Medusa, e que poderia paralisar qualquer um dos seus inimigos; já gorgoneion era um poderoso amuleto mágico, mostrando a cabeça do gorgon, que foi usado por Minerva (Athena) e usado como um pingente protetor (IAU, 2013).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.



- _________. Smithsonian Astrophysical Observatory, Cambridge, MA 02138, U.S.A. Available in: <http://www.minorplanetcenter.net/iau/ECS/MPCArchive/2013/MPC_20131217.pdf> Acess in: 20 Jan. 2017.

- SIMONSEN, Mike. (Mike Simonsen's stellar astronomy blog). Available in <http://simostronomy.blogspot.com.br/2009/08/93-minerva-is-triple-asteroid.html> Acess in 10 July. 2013. 

- MARCHIS, Franck. Cosmic Diary (Franck Marchis Blog). Available in: <http://cosmicdiary.org/fmarchis/2013/12/20/asteroid-minerva-finds-its-magical-weapons-in-the-sky/> Acess in: 20 Jan. 2017.