domingo, 1 de março de 2015

O céu do mês – Março 2015

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

No hemisfério austral, existe um costume musical em dizer que “águas de março fecham o verão” em alguns países e principalmente na América do Sul. Quente e muito seco em algumas regiões, será assim que finalizar-se essa fase com a chegada do equinócio de março (este equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul). Desde já fica o convite para aproveitar o entardecer de 22 de março, para apreciar e registrar a fantástica tela celeste quando então, o brilhante Vênus e a Lua, juntar-se-ão próximos ao diminuto disco de Marte. Enquanto isso nossa grade de ocultações fica cada vez mais repleta, quando novas oportunidades de registrar as ocultações de Lambda Geminorum, (Subra) Omicron Leonis e Zubenelhakrabi (Gamma Librae), ocorrerão entre outras ainda na primeira quinzena; embora poucos observadores terão a oportunidade de acompanharem a ocultação da brilhante Aldebarãn (0.9) em 25 de março. Mesmo assim, observadores do hemisfério norte acompanharão o primeiro eclipse sol, embora sua faixa de totalidade esteja recaindo sobre o mar da Noruega, poderá ser observado em toda Europa, partes da Ásia e norte da África. Enquanto isso, Júpiter novamente prenderá a atenção da maioria dos observadores de superfície planetária; uma vez que os eventos mútuos e os trânsitos provocados pelo movimento de seus principais satélites naturais (galileanos) são os responsáveis por isso, juntamente com a movimentação pelo seu meridiano da Grande Mancha Vermelha (do inglês GRS = Great Red Spot).  Nestes primeiros dias, observadores localizados no hemisfério norte, terão a oportunidade de apreciarem o inusitado cometa SOHO C/2015 D1, que chamou a atenção dos astrônomos nos últimos dias de fevereiro último (uma história imperdível está publicada em: http://skyandobservers.blogspot.com.br/2015/02/o-inusitado-cometa-soho-2875.html. Retornando ao hemisfério sul, está é uma boa época para a busca de mais objetos interessantes, então a apresentação de um grande peixe voador (Volans) merecerá ser melhor ser apreciada. Noites estreladas para todos! 


O Eclipse Total do Sol

Em 20 de março teremos a ocorrência do primeiro eclipse total do Sol, quando então observadores de toda a Europa, partes da Ásia e norte da África, terão a oportunidade registrar mesmo de forma parcial este evento, exceto observadores localizados no arquipélago que compõem o território das Ilhas Feroe.  Veja maiores informações e sobre as circunstâncias de visibilidade nas diversas regiões acima mencionadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/03/o-eclipse-total-do-sol-de-20-de-marco.html.

Ocultações de estrelas pela Lua 

Lambda Geminorum

Em 01 de março a Lua +81% iluminada e com a elongação solar de 128°, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado na África, Europa e América do Norte de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1.

(Subra) Omicron Leonis

Em 04 de março a Lua +97% iluminada e com uma elongação de 161°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5. Esse evento poderá ser observado na África e norte da América do Sul de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1.

Zubenelhakrabi (Gamma Librae)

Em 11 de março a Lua -71% iluminada e com a elongação solar de 115°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado ao sul do oceano pacífico (Nova Zelândia e Austrália) de acordo com a figura C, apresentada no quadro 1. A tabela 2 apresenta ainda as circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades em ambos dos países.


Rho Sagittarii

Em 15 de março a Lua -29% iluminada e com a elongação solar de 65°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado no Norte da América do Norte de acordo com a figura D, apresentada no quadro 1.

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 16 de março a Lua -19% iluminada e com a elongação solar de 52°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na América Central (Costa Rica, Cuba, Ilhas Cayman, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua e Panamá), na América do Norte (Estados Unidos e México) e também na Oceania (Polinésia Francesa) de acordo com a figura E, apresentada no quadro 1. 

Ancha (Theta Aquarii)

Em 18 de março a Lua -18% iluminada e com a elongação solar de 25°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.2 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na América do Norte e Central, bem como nos oceanos atlântico norte e região equatorial do pacífico de acordo com a figura F, apresentada no quadro 1. 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 25 de março a Lua +27% iluminada e com a elongação solar de 63°, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado na região austral do oceano pacífico incluindo a costa oeste da América do Sul (Peru) e Oceania; ilhas oceânicas do pacífico (Polinésia Francesa e Ilhas Cook), Nova Caledônia (região Melanésia) bem como ainda a Nova Zelândia (Já ocorrendo na parte diurna do dia) de acordo com a figura G, apresentada no quadro 1. A tabela 3 apresenta ainda as circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades em ambos dos países.

Aldebarãn (alpha Tauri)

Ainda em 25 de março a Lua +30% iluminada e com a elongação solar de 66°, ocultará a brilhante estrela Aldebarãn (Alpha Tauri) de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado na região do Ártico, norte da Ásia, norte da Península Escandinava, norte da Groenlândia e norte da América do Norte de acordo com a figura H, apresentada no quadro 1.

Lambda Geminorum

Novamente em 28 de março a Lua +60% iluminada e com a elongação solar de 101°, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado na costa oeste da América do Norte (USA – Sul da Califórnia) e norte do oceano Pacífico (Arquipélago do Havaí) e Ilhas Aleutas e mar de Bering. Já em território asiático ela ocorrerá entre o crepúsculo matutino na península de Kamchatka, região do mar de Okhotsk, sendo que na região da ilha Sacalina, sudeste da Rússia, Japão, China, Mongólia, norte do Vietnã, Laos e Tailândia, o evento ocorre durante o período diurno conforme a figura I, apresentada no quadro 1.

(Subra) Omicron Leonis

Novamente em 31 de março a Lua +85% iluminada e com uma elongação de 134°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5. Esse evento poderá ser observado somente no oceano pacifico (Ilhas do Havaí) de acordo com a figura J, apresentada no quadro 1.
A tabela 4 apresenta ainda as circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades no Arquipélago do Havaí.

Ocultação de Urano em 21 de Março (Desaparecimento)

Em 21 de março a Lua +2% iluminada e com a elongação solar de 15°, ocultará o planeta Urano (5.9). A fase de desaparecimento do planeta poderá ser observada de forma diurna numa extensa região do Sul da Ásia, oriente médio e África. Entretanto a fase de desaparecimento do planeta poderá ser observada na Birmânia (atual Mianmar). O quadro 2 apresenta as circunstâncias gerais de desaparecimento para a cidade de Yangon. 

Ocultação de Marte em 21 de Março (Desaparecimento)

Ainda em 21 de março a Lua +3% iluminada e com a elongação solar de 21°, ocultará o planeta Marte (1.3). A fase de desaparecimento do planeta poderá ser observada na Argentina e Chile, bem como ainda partes da Antártica. O quadro 3 apresenta as circunstâncias gerais de desaparecimento para as algumas localidades na região austral da América do Sul. 


Planetas, asteroides e cometas!

As fantásticas noites deste mês vem sendo objeto de comentários de muitas pessoas que procuram as atividades observacionais oferecidas pelos clubes, centro, grupos e núcleos de astronomia ao público, sem falar nestas atividades quando oferecidas pelos planetários também. Mas o que desperta a atenção dos presentes e a presença do gigantesco e brilhante Júpiter (-2.6) e os eventos dos satélites galileanos favoráveis as observações com pequenos telescópios. Em especial chamo a atenção para os eventos de ocultação entre Ganimedes, Europa, Callisto que ocorrerão neste período. Uma efeméride completa destes eventos (exemplo na figura. 2 abaixo) para todo o ano de 2015, poderão ser obtida nas páginas do Almanaque Astronômico Brasileiro (disponível para download em: http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf) do CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais). 

A ciência, sempre é benevolente e respeitando todos os seus ciclos, novamente brindará neste período os admiradores do céu crepuscular vespertino com outro alinhamento planetário ao entardecer do dia 22 próximo, sendo que o brilhante Vênus (-4.0), Marte (1.3) e a Lua (-7.5) com uma elongação de 34.0º, fase = 0.084 e idade de 2.5d; protagonizarão outra conjunção planetária próximo a linha do ocaso, conforme podemos vislumbrar na figura 3 abaixo.

A contar da segunda quinzena deste mês, Urano (5.9) estará mergulhado na claridade solar devido a suas elongações estarem a cada dia diminuindo para sua conjunção com o Sol no próximo mês; tornando assim difícil suas observações com nossos pequenos telescópios. Por outro lado, podemos voltar a procurar no céu, antecedendo o nascer do Sol o planeta Mercúrio (-0.1) que nesta época estará em meio as estrelas da constelação de Aquarius; sendo que sua proximidade com Ancha (Theta Aqr) de magnitude 4.1 e 42 Aqr (5.3) revelará também naquela interessante região celeste a presença do longínquo Netuno (8.0), entretanto faço a sugestão para que reiniciemos essa busca após o dia 20 próximo, quando então suas elongações ficarão mais favoráveis mesmo porque esse período antecederá alguns minutos do nascer do Sol. 
Saturno (0.4) de fácil visibilidade na constelação de Escorpião (tabela 5), além de encontrar-se estacionário em 14/03, proporciona juntamente com a Lua na noite de 11/03 próxima um alinhamento com a Lua que poderá ser facilmente acompanhado durante o restante daquela noite e madrugada seguinte (já no dia 12) pelos observadores que dão seus primeiros passos no reconhecimento e estudos da dinâmica celeste.
Sol = O quadro 3 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal , (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de Rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.
Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 4:

A ocorrência das apsides (Perigeu e Apogeu) lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Apogeu em 05/03 às 07:36 (TU), quando a Lua estará a 406.385 km do centro de nosso planeta. Perigeu em 19/03 às 19:39 (TU), quando a Lua então estará somente 357.583 km do centro da Terra.

Ainda mergulhados na constelação de Sagitário, os planetas menores (134340) Plutão (14.2) e (1) Ceres (magnitude: 9.1), começam lentamente a ganhar condições de uma busca observacional; (134340) Plutão estará atravessando um campo de estrelas cujas respectivas magnitudes, são mais brilhantes (em torno de 9.6) que este longínquo planeta menor. (1) Ceres de certa forma análoga, estará entre estrelas de igual magnitude também; entretanto (1) Ceres será de fácil localização na madrugada de 26/03 próximo, devido sua proximidade com o Aglomerado Globular M75 de magnitude 8.6, este bem conhecido dos apreciadores de Objetos Deep-Sky.

Asteroides

Neste mês teremos a oposição favorável às observações óticas de três asteroides do cinturão principal, sendo que em 06/03 próximo o asteroide (7) Iris (mag. 8.9), poderá ser localizado próximo a estrela 61 leo  de magnitude 4.7 na constelação de Leão; já na noite seguinte e também nessa mesma constelação, o asteroide (17) Thetis (mag. 10.8), estará bem próximo a estrela 78 Leo de magnitude 3.9; a presença da Lua (fase = -0.986) e magnitude de -12.5 naquela área do céu talvez possa dificultar um pouco a localização de ambos asteroides, mas nada que chegue a atrapalhar de modo significativos os observadores que utilizarem aberturas de 200mm ou maiores. Entretanto a fase lunar será mais favorável quando da ocorrência da oposição de 44 Nysa (mag. 9.4); na constelação de Virgem próximos as conhecidas estrelas Zaniah (Eta Vir) de magnitude 3.8 e Zavijava (3.6), 16 Vir de magnitude 4.9 será uma ótima referência. A fase da Lua então será de +0.038 o que não intervirá na localização e estimativa de magnitude deste asteroide. 

Cometas

SOHO (C/2015 D1)

A inesperada descoberta do cometa SOHO (C/2015 D1), que provisoriamente foi denominado de SOHO 2875, novamente chamou a atenção dos astrônomos para as surpresas que ocorrem em regiões próximas ao Sol; demonstrando mais uma vez, a eficiência dos instrumentos LASCO (Large Angle and Spectrometric Coronagraph) C2 e C3, a bordo daquela missão (SOHO é um projeto de cooperação internacional entre a ESA – Agencia Espacial Europeia e a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço, USA). 

Desta forma, o Minor Planet Center (MPC) através da MPEC 2015-D73 (Feb. 24, 17:20 UT), já apresenta os elementos orbitais, quando torna-se possível apresentar as efemérides constantes da tabela 6 abaixo:
Observando e revendo essas imagens sedutoras por diversas oportunidades, e não somente pelo fato da descoberta naquela região do espeço do inusitado Cometa SOHO C/2015 D1, fica irresistível não apreciar a CME (Ejeção de Massa Coronal, do inglês = Coronal Mass Ejection), ocorrida em 20 fevereiro 2015-15:30TU (Universal Time) no filme abaixo; mostrando que este cometa (por um intervalo de tempo pequeno) talvez teria-se-ia desintegrado, a exemplo de outros cometas em outras oportunidades.

Lovejoy (C/2014 Q2)

Agora um objeto celeste boreal conforme podemos vislumbrar pelas efemérides abaixo mencionadas na tabela 7, o cometa Lovejoy (C/2014 Q2), continua como um dos objetos mais registrados fotograficamente no hemisfério norte. 

Sua proximidade em 21 de fevereiro passado com a nebulosa planetária M76 (nebulosa do pequeno Haltere) na constelação de Perseus, registrada pelo observador Rolando Ligustri (Itália) mostra como é de rara beleza este objeto celeste (figura 5), ainda mais que ele avizinhou-se de ricos campos de estrelas e valiosos objetos de céu profundo (Deep-Sky).

CONSTELAÇÃO:

Volans

Essa talvez seja a constelação de Volans uma seara ideal para aqueles que apreciam fazer suas perquirições nesta região do hemisfério Austral. Penso que nisso estejam presentes fatores que motivaram observadores como o francês Nicholas Louis de Lacaille, o escocês James Dunlop, o inglês John Herschel e tantos outros que, naquela época (como na atualidade) a conhecerem mais detalhadamente essa constelação da região circumpolar sul.

Limitam esta região celeste ao sul por Chamaleon (Camaleão), a leste por Mensa (Mesa), Doradus (Dourado), e Pictor (Pintor) e ao norte e oeste por Carina (Quilha) ocupa uma área de 141 graus quadrados (figura 6). Esta constelação foi introduzida pelo astrônomo John Bayer (1572-1625); Peixe Voador. (MOURÃO, 1987).
Embora não contenha muitas estrelas brilhantes ela será de fácil reconhecimento; entretanto se basearmos pela regra usual de estrelas mais brilhantes de uma constelação, veremos que Alfa Volantis (uma subgigante clássica de magnitude 4.0 e tipo espectral A5 que se encontra cerca de 124 anos-luz de distância) contraria essa regra, pois se trata da 4ª estrela mais brilhante dessa constelação; Caso semelhante já foi destacado aqui como na constelação de Sagitário (Campos, 2012) quando destacamos aquela região do céu. Beta Volantis então sendo a mais brilhante (uma gigante alaranjada de magnitude 3.7 e classe espectral K1III) estrela dessa constelação; Gamma 2 Volantis (uma gigante amarela de classe espectral K0III e magnitude também de 3.7) é o principal componente de um sistema múltiplo de estrelas que se encontra cerca de 141 anos luz de distância; sendo seu segundo componente mais brilhante Gamma 1 Volantis (uma anã branca, classe espectral F0) de magnitude 5.6. Zeta Volantis e a principal componente (um sistema binário), cuja magnitude de 3.9 e classe espectral K0III e uma gigante amarela que se encontra também cerca de 141 anos luz de distância. Delta Volatis então é uma estrela supergigante branca de magnitude 3.9 e classe espectral F6II que se encontra cerca de 737 anos luz de distância; Epsilon Volantis é uma estrela subgigante azul de magnitude 4.3 e classe espectral B6IV que se encontra cerca de 559 anos-luz de distância, sendo também um sistema de estrelas múltiplo. 

As galáxias NGC NGC 2442 / NGC 2443 

Esmaecidas para telescópios de pequena abertura, também Volans será um bom desafio observacional para aqueles observadores que se dipõem de alguma forma a utilizarem aberturas de 250mm ou mais (melhor ainda será a utilização de CCD). Então eles terão duas galáxias espirais barradas, sendo SBb ou SBc. De magnitude 10.4 e 11.2. Aí e que existe uma icógnita! Trata-se realmente de dois objetos distintos ou será somente uma única galáxia cuja forma verdadeiramente distorcida é comprovada? 

Essa galáxia nessas aberturas óticas é facilmente reconhecida pelos seus braços espirais assimétricos. Muito provavelmente a aparência deformada dessa galáxia ocorra devido a interação gravitacional com outra galáxia, embora isso não seja confirmado (ESO, 2011).

SN 1999ga e SN 2011fn

Em 1999 ocorreu no braço mais compacto desta galáxia a explosão de uma supernova (SN 1999ga), quando observadores australianos utilizando um telescópio refletor de 0.61m do Perth Observatory estimaram sua magnitude em: 18,5 +/- 1.(Cf. IAUC 7316); todavia imagens do imagens do Hubble de 2001 e obtidas pelo ESO no final de 2006, evidenciam que a supernova já se enfraqueceu e não é mais visível (ESO, 2011).

Em 29 junho de 2011 entretanto, Stuart Parker (Oxford, Canterbury, Nova Zelândia) como parte do programa de BOSS (Backyard Observatory Supernova Search) através de Greg Bock (Windaroo, Queensland, Australia), relatam a descoberta de uma possível Supernova, através de imagem CCD não filtrada tomada com um telescópio refletor de 350mm Celestron C14 f / 6.3 (+ câmera CCD ST10) (Cf. IAUC 2814); apresentada na figura 7 abaixo.

R, S, T e X Vol - Variáveis de Longo Período 

O incentivo a realização de observações e registros dentro por parte de astrônomos amadores sempre é uma constante em diversas associações. Vem deste encorajamento uma grande contribuição com programas observacionais verdadeiramente científicos em sua maioria geralmente ao alcance daqueles observadores, proprietários de instrumentação ótica de pequena e média abertura.

Obviamente seguindo o exemplo do mês anterior, separamos neste post duas estrelas LPV (Variáveis de Longo Período, do inglês = Long Period Variables) existentes na constelação de Volans que poderão facilmente ser monitoradas com pequeno instrumental; são elas: R, S, T e X Vol, todas variáveis do tipo M (Omicron Ceti = gigantes variável com espectros de emissão característica do tipo tardia (Me, Ce, Se); encontraremos na tabela 8 efemérides geradas também pela AAVSO para o período 2015 – 2022 / 2023.

A variável eclipsante WZ Volans

Quando observamos a diversidade de estrelas variáveis existentes e principalmente nesta região celeste, deparamos com diversos tipos e classificações; entretanto os observadores já acostumados a essa prática observacional, farão opções dos registros ao alcance de sua instrumentação. Durante a seleção de variáveis especificamente desta constelação, (obviamente além das acima que foram mencionadas) prendeu minha atenção a eclipsante WZ Vol.

Com um período “relativamente curto (226.25d)” teremos uma boa oportunidade de realizar as estimativas de WZ Vol, ainda este ano, conforme podemos verificar na figura 8 baixo; aproveitei ainda esta oportunidade para incluir uma Carta de Busca certificada pela American Association of Variable Star Observers (AAVSO) na intenção de promover as observações dessa estrela. 


Na classificação baseada na forma das curvas de luz, variáveis do tipo EA/GS são sistemas eclipsantes do tipo Algol (Beta Persei). Os componentes destes sistemas são esféricos ou ligeiramente elipsoidais. É possível especificar através de suas curvas de luz o início e o fim dos eclipses. Entre os eclipses a luminosidade permanece quase constante ou varia insignificantemente devido a efeitos de reflexão, à ligeira elipticidade dos componentes ou as variações de carácter físico do sistema. Pode não haver mínimo secundário. Podem-se observar uma grande variedade de períodos desde os 0.2 dias até mais de 10000 dias. As amplitudes de luminosidade são também bastante diferentes e podem atingir várias magnitudes (ANDRADE et al, 2000). Já GS são sistemas com um ou ambos os componentes gigantes e supergigantes; um dos componentes pode ser uma estrela da sequência principal (AAVSO/vsots, 2015). 

Uma grande quantidade de informações ainda são disponíveis, mas estou certo que após uma breve leitura deste post, fará com que apreciemos aquela região celeste antevendo uma próspera região observacional. Cabe aqui finalizando um oportuno questinamento. Será compensador uma melhor apreciação das nuances que guardam esse grande peixe voador? Tenho certeza que sim! 

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- ____________. Sky and Observers, Belo Horizonte; Agosto 2012: Disponível em: < http://skyandobservers.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html> Acesso em 26 Jan 2015.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 p. 2110.– Inc. New York – USA, 1978.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, set. 2014. Disponível em < http://rea-brasil.org/cometas/prog2015.htm>. Acesso em: 12 jan. 2015.

- ____________. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Florianópolis: Ed: do Autor, 2014. 180p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 11 Jan. 2015.

- LIGUSTRI, Rolando. Astroligu60 – Imagem C/2014 Q2. Disponível em: < http://www.astrobin.com/full/158034/0/>. Acesso em: 23 Fev. 2015.

- SOHO. The Solar & Heliospheric Observatory. Disponível para download em: 

- WILLIAMS, Gareth V. MPC/IAU. M.P.E.C. 2015-D73. Disponível em: <http://www.minorplanetcenter.net/mpec/K15/K15D73.html> - Acesso em: 27 Fev. 2015

- MARSDEN, Brian G. IAUC 7316 in 1999 November 23; CBAT/IAU. Disponível em < http://www.cbat.eps.harvard.edu/iauc/07300/07316.html> Acesso em: 11 dez. 2014.

- GREEN, Daniel E.W. IAUC 2814 in 2011 September 11; CBAT/IAU. Disponível em < http://www.cbat.eps.harvard.edu/iau/cbet/002800/CBET002814.txt> Acesso em: 27 Jan. 2015. 

- American Association of Variable Star Observers, AAVSO/vsots, The International Variable Star Index: 2005-2013. Disponível em: < http://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=5638 > - Acesso em: 12 jan. 2015.

- General Catalog of Variable Stars (GCVS) Sternberg Astronomical Institute, Moscow (Sep., 2009, Epoch 2000): Disponivel em: < www.handprint.com/ASTRO/XLSX/GCVS.xlsx> – Acesso em: 08 dez 2014.


O Eclipse Total do Sol de 20 de março 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 20 de março próximo, novamente teremos a ocorrência de um eclipse do sol, visível na região do círculo polar Ártico (polo Norte) como total, bem como ainda no Mar da Noruega e regiões adjacentes; Svalbard (território ártico norueguês) e as Ilhas Faroe (território da Dinamarca) no Atlântico Norte, conforme ilustra o mapa global deste evento na figura 1 abaixo. 

  
O tempo de duração da totalidade será de 02m46.9s, quando então Sol e Lua estão sobre o ponto de seguintes coordenadas: latitude: 64,2813°N e longitude: 6,8884°W, recaindo a 357 km a leste da Islândia e 260 km ao norte de Tórshavn (nas Ilhas Faroe) onde o eclipse poderá ser observado em solo firme na sua totalidade, conforme representação gráfica da figura 2.



As demais regiões do norte da África e da Ásia, Europa (Atlântico Norte) e Groenlândia, poderão acompanhar esse evento de forma parcial, conforme as tabelas 1 a 4 (e suas subdivisões). O instante máximo do eclipse ocorre às 09:46:47 (Universal Time) (CAMPOS, 2014).

Visibilidade na África

No continente africano o eclipse poderá ser acompanho nas seguintes nações: Argélia, Burkina Faso, Cabo Verde, Egito, Líbia, Marrocos, Níger, Senegal e Tunísia. Na tabela 1 encontraremos as circunstâncias do fenômeno para diversas localidades das nações acima mencionadas.

A figura 3 apresenta a ilustração de como deverá ser a fase parcial do eclipse observada da cidade de Rabat no Marrocos, onde o disco solar ficará 54% obscurecido, com o sol a cerca de 28 graus de altura.

Visibilidade na América do Norte

Na América do norte o eclipse parcial poderá ser acompanho na Groenlândia e somente numa pequena parte no extremo oriental da Península de Avalon, bem como ainda na Estação meteorológica de Alert-NU. Não necessário, mas inclui nesta previsão as condições observacionais para um “hipotético observador” localizado no Polo Norte terrestre conforme circunstâncias apresentadas na Tabela 2.

Visibilidade na Ásia

No continente asiático o eclipse parcial poderá ser acompanho nas seguintes nações: China, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Mongólia, Rússia (porção asiática), Turcomenistão e Uzbequistão. Na tabela 3 encontraremos as circunstâncias do fenômeno para diversas localidades das nações abaixo mencionadas.

Visibilidade na Europa

A região de melhor visibilidade deste eclipse será então o continente europeu. As ilustrações abaixo apresentam como deverá ser a fase parcial (instante máximo) do eclipse observada nas seguintes localidades: La Coruña (figura 4A), Atenas (figura 4B), Nicósia (figura 4C) e Reykjavík (figura 4D) respectivamente.

Já nas tabelas abaixo apresentadas encontraremos as circunstâncias do fenômeno para diversas localidades da Europa, onde constam na tabela 4 (primeira parte) seguintes nações onde o eclipse será acompanhado de forma parcial: Albânia, Alemanha, Andorra, Armênia, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, República Checa, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia e Eslovênia.


Na sequência a tabela 4 (segunda parte), apresentam essas condições observacionais nos seguintes países: Espanha, Estônia, Finlândia e França.
 
Em seguida, a tabela 4 (terceira parte), apresentam as condições observacionais nos seguintes países: Geórgia, Grécia, Hungria, Ilhas Faroé, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia e Malta. Novamente chamo a atenção para a fase total deste eclipse em Tórshavn nas Ilhas Faroé ou Féroe (território dependente da Dinamarca), localizada no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia.
Na sequência, a tabela 4 (quarta parte), apresentam as condições observacionais nas seguintes nações: Países Baixos (Netherlands), Noruega, Polônia e Portugal.

Já na tabela 4 (quinta parte) apresentam as condições observacionais nos seguintes países: Reino Unido (Escócia, Irlanda e Ilha de Man), Romênia, Rússia (porção europeia), Sérvia e Suécia.

Finalizando, a tabela 4 (sexta parte) apresenta as condições observacionais nos seguintes países: Suíça, Turquia, e Ucrânia.

No cone de sombra

A ocorrência destes eclipses certamente proporciona a todos os astrônomos (as) (amadores e profissionais) a apreciação de um fenômeno de rara beleza para aqueles que por ventura estejam dentro de seu cone de sombra (na faixa de totalidade) ou mesmo nas regiões em que se tenha o privilégio de  acompanhar esse fenômeno de modo parcial como acima mencionado. 

Certamente esses observadores novamente darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total; à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro; não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- ____________. Sky and Observers, Belo Horizonte; Novembro 2013: Disponível em: < http://skyandobservers.blogspot.com.br/2013/11/o-eclipse-do-sol-em-03-de-novembro-de.html > Acesso em:  31 Jan. 2015


O asteroide (19) Fortuna em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 24 de abril próximo, o asteroide Fortuna estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.307), quando então sua magnitude chegará a 10.7, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 19 Fortuna foi descoberto em 22 de agosto de 1892 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é alusão a uma das mais poderosas divindades dos antigos, a deusa da fortuna. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (18) Melpomene em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 02 de maio próximo, o asteroide Melpomene estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.956), quando então sua magnitude chegará a 10.3, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 18 Melpomene foi descoberto em 24 de junho de 1852 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é alusão à musa da tragédia na mitologia grega. (Mourão, 1987).

Durante a ocultação da estrela SAO 114159 em 11 de dezembro de 1978 observada por quatro observadores, dentre eles R. M. Williamon do Fernbank Observatory, Fernbank Science Center, Atlanta, Geórgia. Foi relata a observação de um evento secundário provavelmente associado com a ocultação. Isso torna o asteroide (18) Melpomene suspeito de possuir satélites menores, cujo diâmetro e estimado em 48 km e localizado a 750 quilômetros a partir de Melpomene.

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.


O asteroide (64) Angelina em 2015!

Antônio Rosa Campos
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Em 22 de abril próximo, o asteroide Angelina estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.134), quando então sua magnitude chegará a 10.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
 
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 64 Angelina foi descoberto em 04 de março de 1861pelo astrônomo alemão Ernest Wilhelm Tempel (1821 - 1889) no Observatório de Marselha. Seu nome é homenagem de Benjamin Vals à estação astronômica do Barão de von Zach em Notre Dame des Anges, sobre as montanhas de Mimet, próximo a Marselha. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (20) Massalia em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 20 de abril próximo, o asteroide Massalia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.021), quando então sua magnitude chegará a 9.3, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 20 Massalia foi descoberto em 19 de setembro de 1852 pelo astrônomo pelo astrônomo A. de Gaspari, no Observatório de Nápoles. Em 1985, o astrônomo Dmitri Lupishko, anunciou que astrônomos da Universidade de Kharkov, na Ucrânia, haviam observado que este asteroide se deslocava no sentido contrário aos demais asteroides. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (11) Parthenope em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 24 de abril próximo, o asteroide Parthenope estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.307), quando então sua magnitude chegará a 9.7, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 11 Parthenope foi descoberto em 11 de maio de 1850 pelo astrônomo italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

2015 - Ano Internacional da Luz

Nelson Alberto Soares Travnik*
nelson-travnik-@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba – SP

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas no dia 20 de dezembro de 2013, proclamou 2015 como o “Ano Internacional da Luz” e das tecnologias baseadas na Luz. A cerimônia de abertura foi aberta no dia 19/20 de janeiro. O Observatório Astronômico de Piracicaba, órgão da Secretaria Municipal de Educação, está montando uma programação especial alusiva a essa celebração, com várias palestras.

MOTIVOS

A Assembléia indicou entre outras coisas que reconhece a importância da luz no desenvolvimento de tecnologias relacionadas na vida dos cidadãos do mundo em vários níveis. Considera também que as aplicações da luz relacionada ao futuro da medicina, energia, fibras ópticas e Astronomia entre outras, é vital para o progresso da humanidade. Por fim considera que 2015 coincide com uma série de importantes efemérides na história da ciência com relação à luz como os trabalhos de óptica de Ibn Al-Haytham em 1015 (ano do milênio); a noção ondulatória da luz proposta por Fresnel em 1815 (ano do bi-centenário); a teoria eletromagnética da propagação da luz proposta por Maxwell em 1865; a teoria do efeito fotoelétrico de Einstein em 1905 e da relação da luz na cosmologia através da Relatividade Geral em 1915 (ano do centenário); a descoberta da radiação cósmica de fundo por Penzias e Wilson em 1965 bem como os trabalhos de Kao concernente a transmissão da luz em fibras para comunicação óptica também  em 1965.

NA ASTRONOMIA

Logo após a publicação da resolução proclamando 2015 como o “Ano Internacional da Luz”, a União Astronômica Internacional, IAU, se envolveu de pronto criando o subtítulo “Luz do Cosmos” como uma oportunidade única para envolver debates e soluções para o problema da poluição luminosa que envolve o desperdício de energia e danos à qualidade do céu prejudicando as atividades de pesquisa dos observatórios. Um vídeo da IAU disponível em seu website enfatiza que “A luz vem de qualquer lugar do Cosmos”. Esta luz está conosco todos os dias. A luz nos chega das distantes fogueiras cósmicas e inspirou-nos por milhares de anos. É a luz do Sol que responde por todas as manifestações de vida na Terra.  Observações da luz do Cosmos iniciaram uma revolução científica. Em 2015, cientistas, astrônomos e o público se reunirão novamente como no Ano Internacional da Astronomia em 2009, para levar a ciência do céu à população e propor medidas para reduzir a poluição luminosa e assim celebrar a Luz dos Cosmos que chega até a Terra”.

Em 1925 Albert Einstein esteve no Brasil, ocasião em que visitou o Observatório Nacional do Rio de Janeiro e o meteorito de Bendegó no Museu Nacional

TAMBÉM EM 2015

Estaremos comemorando entre outras:

100 ANOS da previsão de Percival Lowell sobre a existência do Planeta anão (planetoide) Plutão;
90 ANOS do falecimento de Camille Flammarion (1842-1925);
30 ANOS de inauguração do Observatório Municipal de Americana/SP, o 2º do Brasil nesta modalidade.

ESTARÁ SENDO REALIZADO EM BELO HORIZONTE/MG

O 18º Encontro Nacional de Astronomia, ENAST entre os dias 30, 31 de outubro e 1º de novembro na Universidade FUMEC.

* - Nelson Travnik, astrônomo, diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba, órgão da Secretaria Municipal de Educação e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França, SAF.

Observación de Meteoros - Marzo 2015

CAMPAÑA SECCIÓN MATERIA INTERPLANETARIA
METEOROS Y BÓLIDOS
LIGA IBEROAMERICANA DE ASTRONOMÍA

MARZO  2015

GAMA NÓRMIDAS

Una de las lluvias de meteoros más interesantes de marzo son las Gamma Nórmidas, visible en la constelación Norma o Escuadra que se encuentra entre las constelaciones Cruz del Sur y Escorpión. Pese a que el promedio de observación que presenta este radiante es de 8 meteoros/hora, pueden ser visibles una gran cantidad de meteoros esporádicos y de otros radiantes ya que es una zona muy activa, lo cual resulta atractiva para su observación en especial entre el 13 y el 15 de marzo. La velocidad geocéntrica de las Gamma Nórmidas es de 56 km/s con lo cual se producirán meteoros moderados-rápidos dependiendo de la geometría de la aparición de los meteoros en la bóveda celeste. 

Sugerimos observar por lo menos una semana antes y una después a las fechas del máximo. Las mejores horas para observar son después de la media noche, cuando según la latitud en la que nos encontremos tengamos el radiante por encima del horizonte. Lo ideal es seleccionar el momento en que el radiante alcance su máxima altura, es decir, cuando se encuentre cerca del meridiano del lugar. 

Hay lluvias menores de meteoros para marzo que podrían ser estudiadas paralelamente a las Gama Nórmidas, se trata de las Beta Pavónidas en la constelación Pavo que produce meteoros de velocidad angular similar y que por tanto requiere que prestemos especial cuidado al trazado de los meteoros observados por la cercanía de ambos radiantes. Una mala observación y registro puede traducirse en confusión a la hora de asignar los meteoros a estos radiantes activos cercanos. 

Las zonas de observación con los radiantes Gama Nórmidas y Beta Pavónidas

VIRGÍNIDAS

Esta lluvia de meteoros será visible después de la media noche en ambos hemisferios en la constelación zodiacal Virgo con meteoros de velocidades angulares moderadas y lentas, meteoros que pueden proceder del complejo de radiantes activos este mes, siendo su máximo el 25 de Marzo, si bien su actividad es de 5 meteoros a la hora, es una zona interesante a observar ya que presenta actividad entre el 25 de enero y el 15 de abril.

Zona de observación de las Virgínidas


Sobre radiantes de lluvias de meteoros para el hemisferio norte en marzo destacamos: las Zeta Boótidas descubiertas por miembros de la SOMYCE de España, este radiante produce 10 meteoros por hora sobre el 12 de marzo, lo propio las Eta Dracónidas que presentan meteoros lentos con algunos bólidos espectaculares para el 17 de marzo, así como las Iota Ofiúquidas que es una corriente irregular pero que presenta una actividad muy particular e intensa en la misma fecha.

Esperamos sus reportes.

Cielos Claros para todos.

Pável Balderas Espinoza pavelba@hotmail.com Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Materia Interplanetaria
LIADA 

Dr. Joseph M. Trigo trigo@ieec.uab.es Barcelona-España
Co-coordinador
Sección Materia Interplanetaria
LIADA 

Boa jornada Sr. Spock! (Leonard Nimoy, 1931 - 2015)

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

"Diário de Bordo. Data Estelar 2457080.5"

Quem não gostaria de estar a bordo da nave USS Enterprise (NCC-1701) da Frota Estelar, juntamente com o Capitão James T. Kirk (William Shatner) e sua tripulação?

Pensamentos e sonhos como esse, embalaram a imaginação de muitos jovens (hoje adultos) que algumas décadas atrás faziam rapidamente suas lições escolares, para estarem com os olhos pregados em aparelhos de televisão assistindo a uma das séries de ficção científica de maior audiência na televisão mundial; Star Trek ("Jornada nas Estrelas") da Paramount Pictures.

Não existem dúvidas que aqueles episódios contribuíram de forma pró-ativa para que muitos indivíduos de ciência, optassem por áreas de atuação profissional e mesmo como hobby, dentro de um daqueles quadros vislumbrados pelos personagens da série. Conheço pessoalmente alguns que (como eu próprio) inspirados naquelas séries de televisão, apreciam hoje a própria exploração espacial, suas possibilidades e resultados imediatos de forma totalmente nobre e digna de respeito.


Essa era a imagem que aquela série de televisão passava para aquela juventude; porém no Diário de Bordo da USS Enterpreise devera estar escrito que na sexta-feira de 27 de fevereiro de 20012 (a data estelar DJ 2457080.5) embarcou rumo as estrelas Leonard Nimoy (figura 1); ator que consagrou o personagem senhor Spock; o humano alienígena oriundo de Vulcano (planeta fictício). Ele, ao lado de William Shatner e também DeForest Kelley (1920 - 1999) que viveu o personagem Dr. Leonard McCoy em Jornadas nas Estrelas. Por causa disso Leonard Nimoy foi indicado por 3 vezes ao Emmy (prêmio de TV norteamericano) em 1967, 1968 e 1969; anos em que o Programa Apollo estava culminando com seu objetivo de colocar um homem na superfície da Lua. 

Ator, diretor e poeta, Leonard Nimoy teve pelo personagem um admirável respeito dedicando-lhe o título de dois livros de sua autobiografia: I Am Not Spock (Inglês, 1975 Ed. Celestial Arts. ISBN 978-0-89087-117-1) e também: I Am Spock (Inglês, 1995 Ed. Hyperion Books. ISBN 978-0-7868-6182-8 (Edition Hardcover). Já doente devido a doença pulmonar, fazia utilização de sua conta no Twitter para postar mensagens sendo que a última já em tom de despedida diz: "A vida é como um jardim. Momentos perfeitos podem existir, mas não são preservados, exceto na memória" # LLAP o jargão de seu principal personagem. 

"Vida longa e próspera" essa é a nossa homenagem! 

Referências:

- Star Trek. CBS Entertainment <http://www.startrek.com/>. Acesso em: 27 Fev. 2015.