terça-feira, 14 de julho de 2015

Olá Plutão e Caronte. Prazer em conhecer-lhes!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Enfim chegamos! Certamente a comunidade mundial de astrônomos e admiradores da ciência astronômica neste memorável momento para a pesquisa espacial hoje pode começar a dizer que "e um prazer (e também uma alegria) em conhecer" esses objetos celestes e os demais satélites naturais que a 31.9027 u.a (unidades astronômicas) vem ganhando destaque na imprensa mundial.

A história deste planeta anão que até 24 de agosto de 2006 (ocasião da 26ª Assembleia Geral da IAU - União Astronômica Internacional) foi considerado como o nono e último dos planetas clássicos (por assim dizer) do Sistema Solar, mistura-se a descoberta das pequenas irregularidades no movimento observado de Urano e Netuno, estes descobertos em 13 de março de 1781 por William Herschel e em 23 de setembro de 1846 por Johann Gottfried Galle e também e Louis d'Arrest no Observatório de Berlim, após as análises matemáticas feitas por Urbain Jean Joseph Le Verrier.

As descobertas em torno de Plutão 

Obviamente o frisson causado em torno das análises matemáticas realizadas por Urbain Le Verrier e consequentemente, a descoberta de 23 de setembro de 1846 em Berlim levaram mais especulações com relação à existência de outros planetas ainda mais distantes. O astrônomo norte-americano Percival Lowell (1855-1916), conhecido pelos seus trabalhos sobre o planeta Marte, em 1915 indicou a trajetória provável de um planeta transnetuniano (Plutão), o qual foi efetivamente descoberto em 1930 (figura. 1) por Clyde William Tombaugh (1906 - 1997) a seis graus da posição prevista (MOURÃO, 1987). 


Com uma órbita bastante elíptica ele teve seu periélio em 1989, fazendo de Netuno realmente o último planeta do Sistema Solar, como agora e conhecida a sequência em ordem de afastamento do Sol. Mas as surpresas dessa região do Sistema Solar continuaram a chegar uma vez que um espectrograma de Plutão, obtido em 1944 por Gerard Peter Kuiper (1905–1973), demonstrou haver em Plutão uma atmosfera; em 13 de abril de 1978 o astrônomo norte-americano James Walter Christy, utilizando o telescópio astrométrico de 1,55 metros do Observatório Naval dos EUA, em Flagstaff, Arizona descobriu seu imenso satélite natural Caronte, que possui uma órbita circular de 6,4 dias ao redor de Plutão, a uma distância média de 20 mil quilômetros.

Na medida em que a pesquisa observacional também chegou ao espaço através do Telescópio Espacial Hubble, uma equipe de busca liderada por Alan Stern e Hal Weaver encontrou em maio e junho de 2005, dois novos e pequenos satélites orbitando a cerca de 44000 km de distância de Plutão; catalogados provisoriamente de S/2005 P1 e S/2005 P2 em 2006 foram nominados Hydra e Nix. Ainda graças às observações realizadas por integrantes da equipe Missão Novos Horizontes, utilizando o Telescópio Espacial Hubble (figura 2), foram descobertos ainda em torno de Plutão em 2011 e 2012 respectivamente mais dois (também pequenos) satélites naturais Kerberos e Styx.


A Missão Novos Horizontes

Lançada a bordo de um foguete Atlas V em 19 de janeiro de 2006 da Base da Força Aérea dos EUA em Cabo Canaveral, Flórida em 19 de janeiro de 2006; desde essa data uma longa jornada começou (perfazendo uma duração de 3642 dias) e seus resultados já são notórios, sendo que as imagens captadas pela Long Range Reconnaissance Imager (Lorri) são nossos olhos naquela região do Sistema Solar como podemos identificar na figura 3 abaixo Plutão (esquerda) e Caronte (direita).


Nesta imagem (figura 4), podemos observar algumas caraterísticas circulares e formas poligonais bem sugestivas como apresentadas na figura 4 que poderiam ser possíveis falésias. Esta imagem inclui um diagrama que apresenta o polo norte de Plutão, equador e meridiano central.

Caronte, entretanto apresenta em seu relevo abismos, crateras, e uma região polar norte escura como apresentada na figura 5 abaixo, nesta imagem realizada em 11 de julho de 2015. Esta imagem também inclui um diagrama que apresenta o polo norte de Caronte, equador e meridiano central, com as características informadas.


Iluminando a fronteira dos mundos

Pessoalmente, a manhã de quinta-feira de 07 de julho de 2005 seria mais um dia comum na minha rotina pessoal de trabalho, quando me deparei com uma comunicação para participação (figura 6) em um esforço histórico rumo a Plutão (e além)! 


A ideia do disco que contém 434.738 nomes agora chega a plutão. Isso me lembrou das missões Voyager 1 e 2 bem como do esforço de Carl E. Sagan (1934 – 1996), para que através daquelas missões, pudéssemos começar a buscar novos conhecimentos do Sistema Solar para além da órbita de Saturno. Nestes 10 anos portanto, acompanho (mais ansioso e bem alegre no momento) o esforço e dedicação com que a nave espacial New Horizons chega naquela região do espaço (figura 7). 


Completamos o reconhecimento do sistema solar? Creio que uma parte sim, embora muita coisa ainda exista para ser pesquisado.

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- HAMILTON, Calvin J. Netuno. Disponível em: <http://astro.if.ufrgs.br/solar/neptune.htm> Acesso em: 13 Julho 2015.

- ZOLFAGHARIFARD, Ellie. O'CALLAGHAN, Jonathan. MAILONLINE, 13 may 2015, Disponível em: <http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3079045/Meet-family-Nasa-probe-spots-Pluto-s-moons-Kerberos-Styx-time-ahead-daring-flyby-later-year.html#ixzz3fojWQ2P5> - Acesso em 13 Julho 2015.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O céu do mês – Julho 2015

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Amigos(as),

A expressão "Blue Moon": Blue moon, you saw me Standing alone, without a dream in my heart, without a love of my own ("Lua azul, você me viu sozinho sem um sonho no meu coração, sem um amor para mim") do compositor Richard Rogers e o letrista Lorenz Hart, talvez pouco ou quase nada traduz a ocorrência do evento neste mês 2 das duas Fases da Lua Cheia, sendo que na ocorrência de 31/07, teremos nova ocorrência de duas luas cheias no mesmo mês. (MOURÃO, 1987).  Não bastante a proximidade dela com brilhantes estrelas neste mês e o alinhamento de Vênus e Júpiter já ao anoitece deste dia 1º, contribuirão de maneira significativa para ilustrar os acontecimentos deste período. O este mês ficará também marcado nas remotas do Sistema Solar, visto que a Missão New Horizons ao aproximar-se de sobre voo do Planeta Menor (134340) Plutão será a responsável pela geração de algumas respostas e novas perguntas sobre aqueles distantes corpos do Sistema Solar. Não podendo deixar de mencionar, destacaremos ainda a constelação de Triangulum Australe que de fácil localização, apresenta um interessante aglomerado aberto. Noites estreladas para todos! 


Ocultações de estrelas pela Lua 

Rho Sagittarii

Em 02 de julho a Lua -99% iluminada e com a elongação solar de 170°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado na Ásia de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1. 

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 03 de julho a Lua -96% iluminada e com a elongação solar de 157°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado na Oceania e na África de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1. 

Ancha (Theta Aquarii)

Em 05 de julho a Lua -82% iluminada e com a elongação solar de 130°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.2 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado no sudeste da Ásia (Jacarta), Oceano Índico e Madagascar de acordo com a figura C, apresentada no quadro 1. 

Aldebaran (alpha Tauri)

Em 12 de julho a Lua -12% iluminada e com a elongação solar de 40°, ocultará a brilhante estrela Aldebaran (Alpha Tauri) de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado no continente asiático (nordeste da Rússia) de acordo com a figura D, apresentada no quadro 1.

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 12 de julho ainda, a Lua neste instante com -13% iluminada e com a elongação solar de 43º, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na América do Sul, Oceanos Atlântico e Pacífico conforme com a figura E, apresentada no quadro 1.

Rho Sagittarii

Em 30 de julho novamente a Lua +98% iluminada e com a elongação solar de 162°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado na Ásia de acordo com a figura F, apresentada no quadro 1. 

Zubenelhakrabi (Gamma Librae)

Em 26 de julho a Lua +69% iluminada e uma elongação solar de 112°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado nas regiões centrais e sul da  América (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) e Oceania (Ilhas Cook e Polinésia Francesa). Informações adicionais encontram-se postadas em: http://goo.gl/n35Dkv

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 31 de julho a Lua +100% iluminada e uma elongação solar de 174°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado no Oceano Atlântico, América do Sul e Oceano Pacífico. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://goo.gl/KdFmN3

No Sistema Solar!

As elongações de Mercúrio (-1.5), estão diminuindo a cada dia sendo que teremos somente até o dia 7 aproximadamente para encontrar esse ligeiro planeta na constelação de Taurus, sendo que sugiro buscar dentro do crepúsculo matutino, antecedendo ao nascer do Sol. Enquanto isso já no poente, o brilhante Vênus (-4.5) e Júpiter (-1.7) continuam decorando os ocasos do Sol neste inverno (austral). E por falar em Júpiter eu novamente chamarei a atenção dos observadores para os eventos mútuos que ocorrerão entre Io e Europa nos dias 18 e 25 de julho próximo, quando estes satélites estarão sendo responsáveis por eclipses mútuos entre si. Novamente a tabela 2 abaixo, extraída do Almanaque Astronômico Brasileiro (disponível para download em: http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf) do CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), apresenta o diagrama saca rolhas e uma efeméride para esse mês com os principais eventos dos satélites galileanos.

Enquanto isso, Marte (1.6) ainda na constelação de Gemini, estará sem condições de observação devido as suas elongações, sendo que na primeira quinzena de agosto elas começarão a ficarem mais favoráveis. Conforme podemos verificar pela simples análise da tabela 3 (abaixo). Saturno (0.3) lentamente na constelação de Libra continuará abrilhantando as atividades observacionais de diversos observatórios, clubes de astronomia e planetários que realizam observação ótica também com seus visitantes; sendo que em nossas visitas realizadas em escolas no mês passado, pudemos novamente apreciar o efeito Uau pelo público presente, sendo que os estudantes são aqueles que mais ficam admirados pela beleza deste planeta, quando constatam isso através da ocular. Mergulhado na constelação de Pisces, Urano (5.8) após a segunda quinzena poderá ser observado em meio a madrugada e em Aquarius, Netuno (7.8) poderá ser procurado no meio da noite. 

Estamos atualmente bastante ansiosos com os dados que chegarão dos limites do Sistema Solar. A hora e a vez que conhecer melhor o diminuto (134340) Plutão já consegue fazer deste Planeta Menor, objeto de perguntas de muitos visitantes que recorrem aos astrônomos(as) e pessoas ligadas a ciência astronômica o tema do momento. Um pouco mais de paciência! Vamos aguardar. Enquanto isso a missão Dawn (NASA/JPL) iniciou em 24 de junho último, seu sétimo sobrevoo em torno de (1) Ceres; enquanto isso aquelas manchas brancas (mais próximas observadas) revelam pelo menos uma sequencia de oito pontos ao lado da área clara maior (figura 2); não resta duvidas tratar-se de um material altamente reflexivo ser o responsável por essas manchas; gelo e sal são as principais possibilidades, mas os cientistas estão considerando outras opções também.

Sol = O quadro 2 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.  

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 3:

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Perigeu em 05/07 às 18:55 (TU), quando a Lua então estará somente a 367.094 km do centro da Terra e Apogeu em 21/07 às 11:03 (TU), a Lua estará a 404.836 km do centro de nosso planeta.  

Embora não seja um evento propriamente astronômico, em 31 de julho teremos a ocorrência da segunda Lua Cheia, fazendo então que essa seja conhecida como: Lua Azul. Em 2012 publicamos neste Blog um interessante texto (pode ser visto em: http://goo.gl/YhNL0j) sobre essa ocorrência, sendo que as próximas ocorrerão em: 31 de janeiro de 2018 e 31 de outubro de 2020 respectivamente.

O Planeta Menor (1) Ceres e o Asteroide (68) Leto

A segunda quinzena deste período ainda reserva duas atrações observacionais, sendo que a primeira será uma boa atividade observacional uma vez que o primeiro planeta menor (1) Ceres (nesta época visitado por uma sonda espacial), também estará em oposição (veja maiores informações em: http://goo.gl/eBIwAq). A fase da Lua (+0.485) favorável e sua magnitude (7.5), o colocará dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte; Já o asteroide (68) Leto (maiores informações em: http://goo.gl/94TkLo) estará na constelação de Microscopium. Embora a fase da Lua (+0.970), portanto já cheia poderá interferir um pouco na sua localização, embora sua magnitude esteja estimada em 9.8. Não ser difícil essa tarefa. 

Cometas

Cometa C/2013 US 10 CATALINA

Começa finalmente a época oportuna para as observações do Cometa C/2013 US 10 CATALINA, sendo que ele estará até o dia 06 na constelação do Escultor (Scl), passando em seguida para a Phoenix (Phe) permanecendo ali até 23 de julho; ele fará uma ligeira permanência em Grous (Gru) entre os dias 24 e 25, quando chegará então em Tucana (Tuc) permanecendo ali até o fim deste mês. Suas magnitudes a cada dia mais favoráveis (tabela 4) abaixo.

Agora visível por quase toda a noite este período será favorável às suas observações, embora ao fim do mês a fase da Lua possa novamente causar alguma dificuldade.

CONSTELAÇÃO:

Triangulum Australe

Triangulum Australe e uma constelação austral, compreendida entre as ascensões retas de 14h50min e 17h9min e as declinações -60º,3 e - 70º,3; limitada ao sul pela constelação de Apus (Ave do Paraíso), a oeste por Circinus (Compasso) e ao norte e leste por Norma (Régua) e Ara (Altar), ocupa uma área de 110 graus quadrados. É fácil localizá-la por estar situada a leste de Tolimã (Alfa do Centauro); Triângulo Austral. (MOURÃO, 1987). Sendo que a mesma aparece pela primeira vez descrita no Atlas Uranometria de Johann Bayer em 1603.

A mais brilhante estrela desta  constelação,  Atria possui uma magnitude visual de 1,9 e uma magnitude absoluta de -0,5. Seu tipo espectral K2II é responsável pela sua coloração alaranjada, e indica uma temperatura de aproximadamente 4.500ºK. Sua distância é de 388.3 anos-luz. Seu nome é formado pela associação da letra A e a abreviatura do nome da constelação; um outro nome próprio dessa estrela e Metallah. (MOURÃO, 1987).

Atria, Beta TrA de magnitude visual 2.8, uma gigante branco-amarelada e tipo espectral F2III, (essa segundo dados do Telescópio Espacial Sptizer, sugere a presença de material circunstelar no sistema) e também Gamma TrA, de magnitude 2.8 e tipo espectral A1V uma estrela branca, formam um triângulo proeminente chamado de Três Patriarcas. Talvez seja esse asterisco de estrelas o que mais destaca-se a visão desarmada nesta constelação (figura 4). 

 X Trianguli Australis -  Uma variável binocular

Um dos temas que mais chamam a atenção daqueles que começam a dar seus primeiros passos na observação binocular e justamente à seleção de objetos potencialmente interessantes que se possam realizar registros observacionais de forma sistemáticas. Eu aprecio muito as atividades observacionais realizadas com um bom binóculo, até mesmo porque entidades como a AVVSO mantem um registro de algumas estrelas que são reportadas utilizando esses equipamentos, e no Brasil um programa semelhante foi realizado pela REA/Brasil (Rede de Astronomia Observacional) onde foi incluída a variável X Trianguli Australis.

Trata-se de uma classe definida como SR; isto é: Variáveis semi-regulares, que são gigantes ou supergigantes de tipos espectrais intermediárias e tardias mostram periodicidade perceptível em suas mudanças de luz, acompanhados ou às vezes interrompidas por diversas irregularidades. Os períodos encontram-se na ordem de 20 até> 2000 dias, enquanto que as formas das curvas de luz são bastante diferente e variável, as amplitudes podem ser de vários centésimos de várias grandezas (geralmente 1-2 magnitude).

Desta forma na tabela 5 abaixo, apresentamos para X Trianguli Australis, tipo espectral C5,5(Nb) e com um período entre máximos e mínimos de 361.1 dias um conjunto de efemérides entre 2015 – 2022, que poderá facilmente ser monitorada ao longo do tempo.


O Aglomerado Aberto NGC 6025

Muito próximo a fronteira com a constelação de Norma e utilizando um binóculo 10x50 da, ficará muito fácil identificar Aglomerado Aberto NGC 6025 no sul constelação (figura 5). De magnitude 5 e para o leste de Alpha Centauri, ficará fácil localizar uma sequencia brilhantes, porém um pouco difusa de estrelas. Alguns observadores chegam a relatar em noites bem escuras e céu, isento de poluição luminosa que ele pode ser detectável a visão desarmada como um sopro de luz suave.

O NGC 6025 parece com um punhal, com uma fileira de três estrelas rodeadas por um halo alongado de estrelas não resolvidas. E é exatamente isso que Nicolas Louis de Lacaille viu quando ele descobriu este aglomerado com seu telescópio 8x ½ polegadas. Em seu catálogo 1755 ele descreve NGC 6025 como "três estrelas fracas em linha com nebulosidade." Alguns observadores, reportam que ele poderá facilmente ser resolvido utilizando-se uma ampliação de 75 vezes (O'MEARA, 2002).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- ____________. Sky and Observers, Belo Horizonte; Agosto 2012: Disponível em: < http://skyandobservers.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html> Acesso em 26 Jan 2015.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 p. 2110.– Inc. New York – USA, 1978.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, Set. 2014. Disponível em < http://rea-brasil.org/cometas/13us10.htm>. Acesso em: 22 Abr. 2015.

- ____________. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Florianópolis: Ed: do Autor, 2014. 180p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 11 Jan. 2015.

- O'MEARA; Stephen James. MOORE, Patrick - The Caldwell Objects - Cambridge University Press / S&T, 2002. Disponível para Download em: <http://akclas.ru/books/caldwell.pdf> - Acesso em 29 Abr 2015.

- NASA/JPL-DAWN Mission – News 22 June 2015: http://dawn.jpl.nasa.gov/news/news-detail.html?id=4633 Acess in: 26 June 2015.

A ocultação de Gamma Librae pela Lua em 26 de julho 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 26 de julho próximo, a Lua +69% iluminada e uma elongação solar de 112°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.

Observadores localizados na América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) e Oceania (Ilhas Cook e Polinésia Francesa), poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1 e 2 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange ilhas localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico em sua região austral. 

Gamma Librae

Gamma Librae (tipo espectral G8.5III) é uma estrela dupla fechada de magnitude de 3.9, conforme podemos verificar na figura 3. Mesmo sendo uma estrela gigante e semelhante ao Sol, ela encontra-se cerca de 109 anos luz de distância. (MOURÃO, 1987)


Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 23 dez. 2014.

- WALKER, John. Your Sky - Fourmilab Switzerland, 2003. Disponível em <http://www.fourmilab.ch/yoursky/catalogues/starname.html> - Acesso em 05 ago. 2014.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 24/12/2014.

A ocultação de Dabih Major pela Lua em 31 de julho 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 31 de julho próximo, a Lua +100% iluminada e uma elongação solar de 174°, ocultará a estrela Dabih Major (beta Capricorni) de magnitude 3.1 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente sul americano.

Assim sendo, observadores localizados nesta região (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai), poderão acompanhar esse evento, conforme  apresentado na tabela 1 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange ilhas localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico. 

Dabih Major

Beta Capricorni é uma dupla fácil de observar, oferecendo um contraste de cores muito boas para o pequeno telescópio. As duas estrelas (figura. 3) compartilham um movimento próprio comum em cerca de 0,04" por ano; a separação projetada é 9.400 UA, (Burnham, 1978). Dabih está situada a 500 anos luz  de distância e sua luminosidade é de cerca de 1.500 vezes a do Sol. Beta B é uma estrela dupla de magnitude 6.1 que forma com ela um par ótico (Mourão, 1987).

A estrela brilhante é uma tripla espectroscópica, com períodos de 8.678 e 1.374 dias. Thomas William Webb também menciona um par minúsculo entre os componentes, com uma separação de 6,4" e AP de 322°,  sendo ambas as estrelas de 13ª magnitude.

Sites recomendados:

"Como observar"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/observar.htm
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2015, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2014, 118P.

- BURNHAM, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. One – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978. 

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 19/12/2014.

- Cartes du Ciel - Version 3.8, Patrick Chevalley -  http://www.ap-i.net/skychart - acesso em 19/02/2013.

O asteroide (22) Kalliope em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 08 de setembro próximo, o asteroide Kalliope estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.243), quando então sua magnitude chegará a 10.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 22 Kalliope foi descoberto em 16 de novembro de 1852 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres (Mourão, 1987).

Conforme descrito na IAUC No. 7703, W.J. Merline do Southwest Research Institute (SRI) e F. Ménard do Observatoire de Grenoble reportaram que, com a colaboração de (L. Close, da Universidade do Arizona; C. Dumas do Jet Propulsion Laboratory;  C.R. Chapman e D.C Slater, SRI) a detecção de um satélite em órbita de (22) Kalliope em 02 de setembro de 2001. O S/2001 (22) 1 foi detectado com o telescópio franco-canadense-hawaiano, (com sistema de óptica adaptativa) de 3.6 m em Mauna Kea. Na mesma circular e informado que J.L. Margot e M.E. Brown do California Institute of Technology, apresentam a separação entre o primário e o secundário de  0".51 (1000 km), com imagens obtidas em 29 de agosto daquele ano, quando então utilizaram o telescópio Keck II também em Mauna Kea. Já na Circular No. 8177 ( 08, Aug. 2003) é informado que o Committee on Small Bodies Nomenclature (CSBN), adotou o nome "Linus" para o satélite S/2001 (22) 1, orbitando em torno de (22) Kalliope.

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

- GREEN, Daniel W. E. CBAT/IAUC nº 7703, Disponível em: <http://www.cbat.eps.harvard.edu/iauc/07700/07703.html> - Acesso em: 07 jul. 2013. 

- GREEN, Daniel W. E. CBAT/IAUC nº 8177, Disponível em: <http://www.cbat.eps.harvard.edu/iauc/08100/08177.html> - Acesso em 04 mai. 2014.

O asteroide (65) Cybele em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 13 de agosto próximo, o asteroide Cybele estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.027), quando então sua magnitude chegará a 11.0, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 65 Cybele foi descoberto em 08 de março de 1861 pelo astrônomo alemão Ernest Wilhelm Tempel (1821 - 1889) no Observatório de Marselha. Seu nome e homenagem à maior das deusas frigias do Oriente próximo. Importada da Grécia e de Roma, personificou-se sob diferentes nomes: Mãe Grande, Mãe dos Deuses, a Grande Deusa, a potência vegetativa e selvagem da natureza. (Mourão, 1987).

As observações realizadas durante a ocultação de AGK3 19 599 deste asteroide ocorrida em 17 de outubro de 1979, registram ocultações secundárias atribuídas a um satélite de diâmetro 11 km localizado a 917 km do centro de (65) Cybele. As observações realizadas em três observatórios nesta ocasião demonstrou-se que o asteroide tem uma forma irregular.

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- MARSDEN, Brian G. CBAT/IAUC nº 3439, Disponível em: <http://www.cbat.eps.harvard.edu/iauc/03400/03439.html>, acesso em 07 jul. 2013.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (21) Lutetia em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 16 de agosto próximo, o asteroide Lutetia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.018), quando então sua magnitude chegará a 9.3, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 
 
Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 21 Lutetia foi descoberto pelo astrônomo amador alemão Hermann Goldschmidt (1802-1866) em Paris em 15 de novembro de 1852. Seu nome é uma alusão ao vocábulo latino que significa Paris, assim designado pelo astrônomo francês François Jean Dominique Arago (1786-1853) em homenagem à cidade onde foi descoberto (Mourão, 1987).

Em 10 de julho de 2010, a Espaçonave Rosetta da ESA (Agência Espacial Europeia, por sua sigla em inglês = European Space Agency) sobrevoou (21) Lutetia a uma distância de 3170 km, quando então foi possível realizar 462 imagens do hemisfério norte deste asteroide, revelando mais de 50 por cento de sua superfície, revelando ainda ser esse objeto irregular com dimensões de 121 x 101 x 75 km.

Mais de 350 crateras foram identificadas com diâmetros variando de 600 metros a 55 km e uma profundidade de até 10 km. Os dados obtidos pela Rosetta indicam que (21) Lutetia é provavelmente um objeto do sistema solar inicial, um dos blocos de construção a partir da qual os demais planetas nasceram a 4,5 bilhões de anos.

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- SCHULZ, Rita et al. Rosetta Reveals Mysterious Lutetia, ESA; Disponível em: 

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (100) Hecate em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 03 de agosto próximo, o asteroide Hecate estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.908), quando então sua magnitude chegará a 10.7, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, Hecate foi descoberto em 11 de julho de 1868 pelo astrônomo pelo astrônomo norte-americano James Graic Watson (1838 - 1880), no Observatório de Ann-Arbor. Seu nome é uma referência a Hêcate, que na mitologia grega, foi primeiramente associada a Artemis, divindade lunar, presidindo aos bens materiais e ao dom da eloquência, à vitória nas guerras e nos jogos; mais tarde tida como tríplice Hécate, entidade infernal, presidiu as magias e aos encantamentos. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

Educar é ensinar a felicidade

Nelson Travnik
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba,SP - Brasil
Sociedade Astronômica da França

O nascimento do pensamento é igual ao nascimento do ser humano. Tudo começa com um ato de amor, uma semente depositada no ventre vazio. É a semente do sonho, da esperança e do amor.  Os educadores antes de especialistas em ferramentas do saber, são artífices em atos de amor e intérpretes de sonhos. Moldam hoje o amanhã. 

Ensinar é um exercício de imortalidade, alguma forma de continuarmos a viver e ser sempre lembrados naqueles cujos olhos aprenderam a sentir o seu mundo, cônscios de estar vagando na imensidão cósmica a bordo de um pequeno e frágil planeta azul  entre miríades de estrelas da nossa Via Láctea, comparável a um grão de poeira do deserto. 

Mas é a nossa casa da qual devemos cuidar. Do contrário estaremos apressando a exaustão completa da natureza.  Educar é pois ensinar a felicidade, formando mentalidades para o mundo do amanhã. Infelizmente a sala de aula vem dando lugar a “chupeta eletrônica” e o professor outrora, dono do saber, vê-se constantemente questionado pelos alunos face a rapidez das descobertas vinculadas nos meios de comunicação. É o ônus do progresso nem sempre salutar. Por isso os professores necessitam sempre reciclar conhecimentos e se atualizar participando de seminários e cursos.

Vivemos sob o feitiço do tempo. A vida é como uma sonata que começa e deve terminar. Tempo sem fim é insuportável. Tudo que é belo um dia termina. Nascimento, vida e morte é lei no universo. Beleza e morte andam sempre de mãos dadas. Não é possível sentir o perfume de flores que  ainda não nasceram. Só é possível sentir o perfume das flores que estão abertas hoje. Viver intensamente o momento presente porque ele é tudo que temos. “Tempus fugit, Carpe diem”, o tempo foge, colha e aproveita o dia. Inteligência e beleza devem coexistir sempre. 

Neste Século Espacial em que quase toda nossa tecnologia é gerada no espaço proporcionando o progresso que desfrutamos,  observatórios e planetários são catedrais da fé cósmica, locais de aprendizado constante e  reflexão sempre com métodos diferentes e inovadores, visando o crescimento do ser humano. Onde se enfatiza a questão do Meio Ambiente como única forma de preservação do planeta azul. Os professores são os mestres das nossas vidas. Ensinam  que é possível alcançar a felicidade oferecendo um sentido a nossa efêmera existência.

Nelson Travnik é astrônomo, diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba e  Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.