quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Circunstances for the 2015 September 27-28 Total Lunar Eclipse

Helio C. Vital
lunissolar@gmail.com 
REA/Brasil - Lunissolar

GLOBAL CIRCUNSTANCES

On September 27-28, 2015 a total lunar eclipse will occur in favorable conditions for observers in the Americas. During the event, the Moon will act as a very sensitive screen that will probe the South of Earth`s inner shadow (umbra).  The following table lists predicted times for primary (limb) contacts. The calculations (and all others in this article) were performed by using extensively tested programs developed by the author.  The value used for Delta T in the calculations was ∆T = +67.95 s.


 MEASURING THE UMBRA

Crater Contacts

Analyses of observed contact times can be used to determine the size of the umbra, which varies significantly from one eclipse to another and sometimes even during the eclipse itself. As craters enter the umbra, regions at the top of Earth`s mesosphere over a region at mid-southern latitudes (-42±17°), centered around longitude (60±8)°E (Indian Ocean, just East of Africa) will be probed. Likewise, as craters exit the umbra, mesospheric regions over an extense region over the equator (-6±17°), centered around longitude (150±8)°W (Pacific Ocean, West of Southern America) will be mostly casting light patterns onto the lunar screen.  By recording the time when the border of Earth`s shadow crosses the center of the most prominent features on the Moon, you can help us measure the umbra. The dynamics of periodic and random wave disturbances at the top of the mesosphere (mesopause) cause variations in the size of umbra. Based on findings from the eclipse on April 15, 2014 and also on results from analyses of images of the April 4, 2015 event, Earth`s radius was increased by 1.27% during immersions and 1.23% during emersions in the calculation of contact times. Such extrapolated figures slightly exceed the minima in our statistics of nearly 30 lunar eclipses. In addition, contact times for the most conspicuous lunar features are provided below so that you can plan your observations. The mean difference between such predictions and timings made by experienced observers has been determined as ± (0.3±0.2) min.


ESTIMATING ECLIPSE BRIGHTNESS

The visual magnitude of the totally eclipsed Moon has been seen to vary from almost invisibility +4.1 to -3.7, that would rival Venus, and is mostly dependent on how deep it goes into the umbra and also on global levels of volcanic aerosols in the stratosphere. On April 22, 2015 there was a powerful explosion of Mount Calbuco and observations made by the author of ash plumes that passed over Rio de Janeiro four days later indicated that a small (though significant) fraction of those aerosols had indeed reached the stratosphere. Thus a small but noticeable decrease in the brightness of the eclipse is expected. If the stratosphere was free of volcanic aerosols, we could use our empirical correlation, that relates the predicted visual magnitude of the Moon (m) to the greatest magnitude of the umbral eclipse (Umag) and also to the apparent semidiameter of the Moon at greatest eclipse (SD, expressed in arc minutes):

m = -1.9 + 4.3 Umag - 5 log(SD)   (Vital)

However, the eruption of Calbuco may have darkened Earth`s umbra moderately. An educated guess would be to assume a possible 1.3±0.8 magnitude decrease in the visual magnitude of the Moon at mid-totality. In order to assist you in selecting comparison stars when attempting to estimate the visual magnitude of the Moon, the following table lists our predictions for the umbral eclipse magnitude and the corresponding visual magnitude of the Moon as a function of time (UTC). Use of the perfected reverse-binoculars method is recommended.  An eclipse with prevailing color between deep red and brick red coloration and of intermediate brightness is expected with the northern  half of the Moon`s disk much darker than the southern. 


Please, send us your contact timings and visual magnitude estimates, briefly describing your observing conditions and equipment. Danjon Number (L) estimates can be made with basis on the color of the Moon at mid-eclipse and will also be welcomed. An overall value of L=2.2±0.4 (1σ) at mid-eclipse would be our prediction. You can use the Danjonmeter (a color form available in: http://www.geocities.ws/costeira1/img/20140415_073978tu.png) as a guide.

lunissolar@gmail.com

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O céu do mês – Setembro 2015

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Amigos (as),

A proximidade neste período do equinócio de setembro lembra-me sempre o início da primavera no hemisfério Sul e outono no Norte; e assim, na assinalação dos tempos e aliado a observação do céu e suas nuances, vamos observando também a alegria das pessoas, essa uma verdadeira recompensa aos esforços dos astrônomos amadores e apreciadores da esfera celeste, do quanto gratificante é poder dividir um pouquinho do conhecimento e do tempo na apreciação desses eventos celestes. E desta vez as oportunidades novamente serão inúmeras, uma vez que a ocorrência de dois eclipses é uma imperdível oportunidade tanto para aqueles que vão registrar de forma verdadeiramente importante esses eventos e até mesmo aqueles que vão simplesmente admirar a beleza desses fenômenos. As ocultações lunares que estão ocorrendo, desperta o interesse de alguns observadores a registrarem também esses eventos; também  duas ocultações de Urano serão facilmente acompanhadas neste mês sendo que a primeira faixa de visibilidade ocorrerá sobre grande parte da Nova Zelândia, e noutra oportunidade numa região austral da África (contemplando África do Sul, Lesoto, Suazilândia, sul de Moçambique, e extremo sul de Botswana e da Namíbia). E por falar na Lua, neste mês ocorrerá a noite internacional de observação da Lua.

O planeta Saturno continuará sendo um objeto celeste de fácil localização e identificação dos satélites naturais. Observar através de binóculos o cometa C/2013 US 10 (Catalina) foi bem gratificante, e ele ainda estará bem posicionado na esfera celeste ao alcance de telescópios de abertura pequena ou média. Dentre os asteroides em oposição, o destaque serão (9) Metis, (45) Eugenia, (4) Vesta (este até mesmo pela magnitude na oposição) e (22) Kalliope. Para os apreciadores ainda da região austral celeste, uma boa atividade será o reconhecimento de algumas estrelas e constelações daquela região do céu. É isso aconteceu de forma espontânea quando jovens observadores do CEAMIG registraram Oitante, já algum tempo selecionada para este mês. Noites estreladas para todos! 

O Eclipse Solar em 13 setembro 2015

O Eclipse e visível em grande parte da região Antártica, sul do Oceano índico e Atlântico Sul conforme figura 2. 

Este fenômeno poderá ser observado de forma parcial nas regiões austrais (África do Sul, Moçambique e Zâmbia) do continente africano. Áreas adjacentes no oceano índico (Ilhas Reunião e Madagascar) poderão acompanhar esse evento de forma parcial, conforme apresentado na tabela 2. O instante máximo do eclipse ocorre às 06:55:19 (UT).

O Eclipse Total da Lua de 28 setembro 2015

Em 28 de setembro de 2015 próximo, teremos a ocorrência do segundo que ocorrerá no hemisfério ocidental da Terra, sendo que poderá nesta oportunidade este fenômeno poderá ser observado na África, Europa e Ásia; América do Sul, Central e América do Norte, bem como também regiões do Sul do oceano pacífico, conforme apresentado na figura 3 abaixo ilustrada.

Veja maiores informações sobre as circunstâncias de visibilidade bem como os instantes de Imersão e emersão das principais crateras e características do relevo lunar em: http://goo.gl/3sj4rX

Ocultações de estrelas pela Lua 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 04 de setembro, a Lua neste instante com -55% iluminada e com a elongação solar de 95º, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na Austrália e Sul do Oceano Índico conforme com a figura A, apresentada no quadro 1.

Theta 2 Tauri

Em 05 de setembro a Lua -54% iluminada e com a elongação solar de 94°, ocultará a brilhante estrela theta 2 Tauri  de magnitude 3.4 e tipo espectral A7 III. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na Ásia, norte da Rússia; já no norte da Europa e também em ao norte do continente americano, o evento ocorrerá na fase noturna de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1.

Aldebaran (alpha Tauri)

Em 05 de setembro ainda, a Lua -52% iluminada e com a elongação solar de 92°, ocultará a brilhante estrela Aldebaran (Alpha Tauri) de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado nos continentes asiático e europeu de forma diurna, sendo que na região do Atlântico norte e ao norte do continente americano, o evento ocorre da fase noturna de acordo com a figura C, apresentada no quadro 1.

Lambda Geminorum

Em 08 de setembro a Lua -22% iluminada e com a elongação solar de 56°, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado no continente asiático de forma diurna e também em partes da Europa, já ocorrendo na fase crepuscular na Península Itálica; já na Península Ibérica, o evento ocorre no período noturno, assim como no Atlântico norte e região nordeste do continente americano conforme demonstra a figura D, apresentada no quadro 1.

(Subra) Omicron Leonis

Em 11 de setembro a Lua -4% iluminada e com uma elongação de 24°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5 e tipo espectral A5V F6II. Esse evento poderá ser observado de forma diurna no pacífico norte e em grande parte da Ásia; já na região do Lago Aral em direção ao leste da Europa (incluindo o Mar Cáspio) e região leste europeia, o evento ocorre na fase noturna de acordo com a figura E, apresentada no quadro 1.

Zavijava (Beta Virginis) 

Em 13 de setembro, a Lua 0% iluminada e uma elongação solar de 7°, ocultará a estrela Zavijava (Beta Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F9V. Esse evento poderá ser observado de forma diurna em regiões da Antártida e Sul da Nova Zelândia de acordo com a figura F, apresentada no quadro 1.

Zaniah (Eta Virginis)

Em 14 de setembro próximo então, a Lua +1% iluminada e uma elongação solar de 14°, ocultará a estrela Zaniah (eta Virginis) de magnitude 3.9 e tipo espectral A2IV. Esse evento poderá ser observado de forma diurna em regiões da Antártida e extremo Sul da América do Sul, Argentina e Chile de acordo com a figura G, apresentada no quadro 1.

Zubenelhakrabi (Gamma Librae)

Em 18 de setembro a Lua 25% iluminada e com a elongação solar de 60°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado no continente africano (África meridional) em sua parte noturna; Já em sua fase diurna o evento poderá ser acompanhado na América do Sul e Central conforme demonstra a figura H, apresentada no quadro 1.

Rho Sagittarii

Em 23 de setembro a Lua 67% iluminada e com a elongação solar de 110°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado na América do Norte e América Central de acordo com a figura I, apresentada no quadro 1. 

Ocultações Lunares (noturna) na América do Sul

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 24 de setembro a Lua 78% iluminada e com a elongação solar de 123°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado na região ocidental da África (Senegal) e na América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) de acordo com a figura A, apresentada no quadro 2. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/09/a-ocultacao-de-dabih-major-pela-lua-em.html

Ancha (Theta Aquarii)

Em 26 de setembro a Lua 94% iluminada e com a elongação solar de 151°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.2 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado na África (Angola, Benin, Burkina Faso, Gabão, Gana, Níger, Nigéria, São Tomé e Príncipe e Togo) e América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai) de acordo com a figura B, apresentada no quadro 2. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/09/a-ocultacao-de-ancha-theta-aquarii-pela.html

No Sistema Solar!

Nossas atenções novamente se voltam neste início de mês para o entardecer e também para o diminuto planeta Mercúrio (0.9), ele estará em 04 de setembro próximo atingindo sua máxima elongação vespertina (27.1º E). Pela manhã antecedendo ao nascer do Sol, teremos êxito nas observações dos planetas Marte (1.8) e Vênus (-4.5) que em 20 deste mês, esse brilhante planeta atinge novamente sue máximo brilho (tabela 3). De alguma sorte nos últimos dias deste mês já será possível realizar alguma observação do planeta Júpiter (-1.7) também junto ao crepúsculo matutino. Novamente eu recomendo a busca de local de visão do horizonte leste livre de obstrução; contar com a sorte das condições climáticas serem favoráveis.

Não resta a menor dúvida que Saturno (0.6) chama a atenção das pessoas que tem a possibilidade de observar este planeta pela primeira vez. Sucesso observacional em Star Parties e também nos atendimentos ao público realizados pelos diversos clubes de astronomia lembro aos observadores mais experientes para a oportunidade de aproveitarem a posição (e consequentemente identificação) de seus satélites naturais e suas respectivas magnitudes. Desta forma poderemos encontrar na figura 4, além da configuração formada em torno de Saturno para o dia 15 deste mês as respectivas efemérides para 00:00 (UT) neste dia.

Neste mês o planeta Urano (5.7) será oculto pelo disco lunar em duas oportunidades, sendo que na primeira oportunidade (01 setembro) os observadores localizados no hemisfério austral (Nova Zelândia), poderão observar seus respectivos desaparecimento e reaparecimento, de acordo com a figura A apresentada no quadro 3. 

As circunstâncias gerais de visibilidade deste fenômeno, para algumas das principais localidades nesta região encontram-se apresentadas na tabela 4 abaixo.

Já em 29 de setembro ocorrerá uma nova ocultação de Urano, mas nesta oportunidade apenas observadores localizados no continente africano (África do Sul e Moçambique e regiões adjacentes) poderão observar o reaparecimento deste planeta, de acordo com a figura B apresentada no quadro 3. As circunstâncias gerais de visibilidade para algumas localidades desta região também, são apresentadas na tabela 5 abaixo.

Neste início de mês, Netuno (7.8) estará em oposição (está ocorrendo no dia 01) quando então esse planeta estará cerca de 28.853 ua da Terra). Enquanto isso e aguardamos novas informações do pacote de imagens da missão Novos Horizontes, (134340) Plutão, com sua curiosa atmosfera de Nitrogênio (N2) conforme ilustra a figura 5 abaixo.

Não tão longe assim, mas perto suficientemente para causar mais surpresas aos especialistas e a todos que acompanham orbita a órbita o mapeamento de (1) Ceres, a missão Dawn iniciou em 17 de agosto último, nova campanha de mapeamento da superfície. Passada sua oposição esse Planeta Anão pode ser facilmente localizado por um telescópio de pequeno porte na constelação de Sagittarius, visto sua elongação e magnitude (vide tabela 3) favoráveis.

Sol = O quadro 3a abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.  

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 6.

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Apogeu em 14/09 às 11:29 (UT = Universal Time), quando a Lua estará a 406.465 km do centro de nosso planeta; já o Perigeu ocorrerá em 28/09 quando então a Lua estará somente a 356.876 km do centro da Terra.

Conforme comentamos, neste mês também ocorrerá a Noite Internacional de Observação da Lua (InOMN), promovido por diversas entidades ligadas a exploração planetária e lideradas pelo Planetary Science Institute (Instituto de Ciência Planetária); desta forma essa atividade que será realizada em 19 de setembro próximo em todo o mundo, será uma excelente opção para as atividades observacionais realizadas em planetários, observatórios clubes e núcleos de astronomia. Mais detalhes e informações poderão ser obtidos através do link: http://observethemoonnight.org/

Asteroides

Chamará nossa atenção também as oposições de asteroides neste período, uma vez que alguns deles são protagonistas de acontecimentos que marcaram a pesquisa observacional destes diminutos corpos celestes. Um exemplo é (9) Metis (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/Eh0qjI), com magnitude 9.2 poderá ser localizado na constelação de Aquarius, tendo sua oposição prevista em 06 de setembro; naquela mesma região (45) Eugenia (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/vNnFxV) poderá ser localizado também, mas próximo a fronteira com os limites de Pisces (Peixes) e Cetus (a Baleia) em 17 de setembro. Dois dias antes porém, (13) Egeria (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/AJmTml) poderá ser localizado também naquela região celeste. (4) Vesta (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/uYjvF7) o mais brilhante deste período (magnitude 6.2) estará na constelação de Cetus em 29 de setembro, sendo que será facilmente localizado próximo as gigantes alaranjadas 8 Cet de magnitude 3.5, classe e tipo espectral K1 II e 31 Cet de magnitude 3.4 e classe espectral K1III. Já (22) Kalliope (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/dBQlFJ), poderá ser localizado na constelação de Sculptor (o Escultor) em 08 de setembro também sem dificuldades, próximo a delta Scl, tipo espectral A0Vnp e magnitude visual 4.5. 

Cometas

C/2013 US 10 CATALINA

Desta vez a história é diferente. Como eu havia reportado no mês anterior em 18 de julho passado, perdemos a oportunidade de observar esse cometa naquela oportunidade, mas como já era esperado,  novamente durante nossa Star Party de 15 de agosto último no Observatório Wykrota (IAU Code 859) e utilizando o telescópio de 635mm (detalhes deste equipamentos disponíveis em: http://goo.gl/sFE8Z7) de abertura, este cometa foi facilmente observado, quando então fora estimada sua magnitude em torno de 7.1 pelos observadores do CEAMIG Marcelo Moura, Antônio Campos, Cicero Antônio e Paulo Azevedo; naquela mesma noite o observador William Souza de Campinas - Brasil, registrou fotograficamente (16.02 UT - 16 Aug. 2015) este cometa conforme podemos apreciar em sua fotografia abaixo (figura 7); este cometa ainda apresenta uma cauda de coloração esverdeada bem próximo a uma galáxia tipo E1 em Pavo (NGC 6653).

Este mês ele poderá ser localizado neste primeiro dia na constelação do Triangulum Australe (TrA), no dia seguinte até o dia 06, ele estará na constelação de Circinus (Cir); já no período de 07 a 23 de setembro então ele atravessará a constelação de Lupus (Lup), sendo encontrado após está data até o fim do mês na constelação de Centaurus (Cen). Suas magnitudes e respectivas coordenadas para este período são apresentadas na tabela 6 abaixo.

CONSTELAÇÃO:

Octans

Oitante e uma constelação austral compreendida entre as ascensões retas de 0h0min e 24h00min, e as declinações de -74º,7 e -90º,0. Limitada ao sul pela constelação de Mensa (Mesa) e Chamaleon (Camaleão), a oeste por Apus (Ave do Paraíso), ao norte por Pavo (Pavão) e a leste por Indus (Índio), Tucana (Tucano) e Hydrus (Hidra Macho), ocupa uma área de 291 graus quadrados. (MOURÃO, 1987). 

Sua nomeação nos levará novamente a figura genial do francês Niçolas-Louis La Caille, (1713 – 1762),  naquela épica viagem no Cabo da Boa Esperança, esse fato certamente o tornou também admirador das ciências náuticas nos históricos tempos da segunda metade do século XVIII; desta forma, esse instrumento (por sua forma e aplicação) de grande utilidade nas navegações oceânicas certamente foi parar na esfera celeste (figura. 8).

Mas numa rápida análise desta região celeste, veremos que embora ela não possua nenhuma estrela (ou objetos do tipo DSO = Deep-Sky Objects) brilhante, uma vez que sua estrela mais notável e Sigma Octantis, uma subgigante branco amarelada de magnitude 5.4 e tipo espectral F0IV, muitas vezes chamada também de Polaris Australis. Na noite de 15 de agosto último, os associados do CEAMIG Caio Vinícius S. da Silva e Breno Campos realizando exposições fotográficas da região do Pólo Sul Celeste (durante o Star Party no Observatório Wykrota), fotografaram partes dessa região (figura. 9), onde Sigma Oct pode ser facilmente reconhecida; você é capaz de identificar essa estrela nesta imagem.

Continuando nosso reconhecimento dessa região celeste, Alfa Oct (também uma estrela gigante branca amarelada) de magnitude visual 5.2, classe e tipo espectral F4III é uma variável eclipsante tipo EB (β Lyrae = Beta Lyrae) cuja amplitude varia entre máximos e mínimos de 5.22 – 5.26, num período de 2.877d. Beta Oct é uma subgigante branca de magnitude 4.1 e tipo espectral A7IV e encontra-se cerca de 149 al do distância; Delta Oct, essa já uma gigante alaranjada de magnitude 4.3 e tipo espectral K2III estará a cerca 299 al de distância. Epsilon Oct essa estrela, uma gigante vermelha de tipo e classe espectral M5III e magnitude visual 5.0) encontra-se cerca de 291 al. Variável sendo uma classificada como semi-regular, seus máximos e mínimos variam entre 4.58 - 5.3 magnitudes. 

Entretanto como em algumas outras constelações, a estrela mais brilhante desta constelação é Nu. Oct de magnitude visual 3.7, uma estrela gigante alaranjada de tipo e classe espectral K1III que se encontra a cerca de 69 anos luz de distância. Na realidade uma estrela binária espectroscópica cuja velocidade radial encontra-se estimada em 34,00 ± 7,40 km/s.  

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23568-8 p. 1221/1222.– Inc. New York – USA, 1978.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, Set. 2014. Disponível em <http://rea-brasil.org/cometas/13us10.htm>. Acesso em: 21 Ago.  2015.

- ____________. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Florianópolis: Ed: do Autor, 2014. 180p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 11 Jan. 2015.

- RAYMAN, Marc  NASA/JPL-DAWN – Mission Status Updates: http://dawnblog.jpl.nasa.gov/2015/08/21/dawn-journal-august-21/ Acess in: 21 August 2015.


- Manual para Observação Visual de Estrelas Variáveis - ISBN 1-878174-87-8. Ed. Português – set. 2011 – CEAAL, 70p. Disponível em: <http://www.aavso.org/sites/default/files/publications_files/manual/portuguese/PortugueseManual.pdf> - Acesso em 25 Mai. 2015.

- General Catalog of Variable Stars (GCVS) Sternberg Astronomical Institute, Moscow (Sep., 2009, Epoch 2000): Available: < www.handprint.com/ASTRO/XLSX/GCVS.xlsx> – Acesso em: 16 Jul. 2015.



http://observethemoonnight.org/ - Acess in:  23 Aug. 2015.

O Eclipse Total da Lua em 28 de setembro 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

I – Introdução

Em 28 de setembro próximo teremos a ocorrência do segundo eclipse total da Lua deste ano, quando então observadores de toda a região este do Pacífico, Américas, Europa e no oeste da Ásia, terão a oportunidade registrar este evento, conforme apresentado na figura 1. O evento será observado em sua totalidade para os observadores localizados na região do oceano Atlântico.  

Já observadores localizados no oeste da Ásia e oeste da África bem como ainda parte da Europa oriental, terão a visibilidade do eclipse com o fenômeno ocorrendo no ocaso; já observadores localizados na região central, (incluindo partes do sudeste da Europa) setentrional e ocidental da Europa; oceano Atlântico (América Central e América do Sul e grande parte da América do Norte), bem como regiões do oceano Pacífico (região Este) observarão o evento em sua totalidade; já observadores localizados no oeste da América do norte (Estados Unidos e Canadá) observarão o eclipse ocorrendo no nascer conforme apresentado na figura 2 abaixo. Os instantes de contatos primários e as principais fases deste eclipse, também são apresentados na figura 1 acima com tempos estimados em UTC = Tempo Universal Coordenado (em inglês: Coordinated Universal Time).

II – Imersão e Emersão de crateras

Da mesma forma na tabela 1 abaixo, são apresentados em tempo universal coordenado, os horários previstos para os contatos com centro de crateras e outros acidentes lunares mais facilmente identificáveis no relevo lunar. 

III – Avaliações da coloração segundo a Escala de Danjon

Outro fato curioso é que a Lua permanecerá mais escura durante este o evento, devido a influência de aerossóis provenientes de explosões vulcânicas que ocorreram entre abril e agosto deste ano, desta forma recomendo a todos uma visita as páginas da Seçcão Lunisolar da REA/Brasil (link:

Outro ponto de igual importância será a avaliação, do quanto este eclipse poderá estar claro ou escuro e felizmente temos como avaliar isso. O astrônomo francês André-Louis Danjon (1890 - 1967) propôs uma escala de cinco pontos úteis para avaliar o aspecto visual e o brilho da Lua durante a fase de totalidade dos eclipses lunares. Os valores "L" (inseridos na tabela 2) para várias luminosidades são definidos da seguinte forma:

IV – Ocultações de estrelas pela Lua durante o Eclipse

Durante a ocorrência deste eclipse, o disco lunar também ocultará brilhantes estrelas localizadas na constelação de Peixes conforme apresentado no quadro 1 abaixo.

Desta forma então a tabela 3 abaixo indica algumas estrelas entre as magnitudes 6.4 a 7.9, cujos registros observacionais serão bastante interessantes:

V – Conclusão

Se ocorrer um eclipse mais claro ou escuro certamente a gigantesca tela lunar revelará essa informação aos observadores durante a ocorrência deste eclipse. Da mesma forma que os eclipses de 09 dezembro de 1992, 29 de novembro de 1993 e 16 maio de 2003 mostraram-se significativamente mais escuros que o previsto. Os eventos vulcânicos responsáveis por esses efeitos foram identificados, destacando-se dentre eles: a violenta explosão do Monte Pinatubo em Junho de 1991 e a erupção do Monte Reventador em Novembro de 2002 (VITAL, 2007).

Caso algum observador nesta área possa realizar algumas cronometragens de imersão e emersão das crateras ou mesmo realizar estimativas da coloração utilizando a Escala de Danjon, a coordenadoria de Eclipses da REA, que foi criada em 2003 acolherá seus dados da melhor forma possível, visto que a influência de explosões vulcânicas ocorridas no período acima mencionado, poderão ser capazes de injetar novamente uma grande quantidade de cinzas na estratosfera terrestre.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf: Acesso em 03 dez. 2014.

- VITAL, Hélio Carvalho. E-Mail (Correspondência Pessoal). 19 Ago. 2015, 01:25 (PM).

- ___________. Monitorando Explosões Vulcânicas na tela Lunar. REA/Brasil. REPORTE Nº 12, págs. 67/69. 2007. Disponível em:  http://www.rea-brasil.org/reportespdf/reporte12-artigo11.pdf Acesso em: 05 mar. 2015.

- ESPENAK. Fred - Fred Espenak`s Eclipse Home Page (NASA/GSFC) - Available http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html- Acess in: 23 Aug. 2015.

A ocultação de Dabih Major pela Lua em 24 de setembro 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 24 de setembro próximo, a Lua +78% iluminada e uma elongação solar de 123°, ocultará a estrela Dabih Major (beta Capricorni) de magnitude 3.1 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado na região ocidental da África e numa grande extensão do continente sul americano.

Assim sendo, observadores localizados na região ocidental da África (Senegal) e na América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), poderão acompanhar esse evento, conforme apresentado nas tabelas 1 e 2 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange ilhas localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico. 

Dabih Major

Beta Capricorni é uma dupla fácil de observar, oferecendo um contraste de cores muito boas para o pequeno telescópio. As duas estrelas (figura. 3) compartilham um movimento próprio comum em cerca de 0,04" por ano; a separação projetada é 9.400 UA, (Burnham, 1978). Dabih está situada a 500 anos luz  de distância e sua luminosidade é de cerca de 1.500 vezes a do Sol. Beta B é uma estrela dupla de magnitude 6.1 que forma com ela um par ótico (Mourão, 1987).

A estrela brilhante é uma tripla espectroscópica, com períodos de 8.678 e 1.374 dias. Thomas William Webb também menciona um par minúsculo entre os componentes, com uma separação de 6,4" e AP de 322°,  sendo ambas as estrelas de 13ª magnitude.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2015, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2014, 118P.

- BURNHAM, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. One – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978. 

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 19/12/2014.

- Cartes du Ciel - Version 3.8, Patrick Chevalley -  http://www.ap-i.net/skychart - acesso em 19/02/2013.

A ocultação de Ancha (Theta Aquarii) pela Lua em 26 de setembro 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 26 de setembro próximo, a Lua +94% iluminada e uma elongação solar de 151°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.1 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.
 
Assim sendo, os observadores localizados no leste do continente africano (Angola, Benin, Burkina Faso, Gabão, Gana, Níger, Nigéria, São Tomé e Príncipe e Togo) e América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai), poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1 e 2 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange demais ilhas localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico.

Theta Aquarii 

Theta Aquarii também conhecida como Ancha, seu nome latino, que parece ter surgido na Idade Média, significa o quadril, pois ela está situada no quadril do aguadeiro (Mourão, 1987), e uma estrela gigante alaranjada de classe espectral G8III-IV que se encontra a 192 anos-luz do sol aproximadamente. A figura 3 abaixo apresenta maiores detalhes sobre esta estrela. 

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 08 dez. 2014.

- BURNHAM, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. One – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978. 

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 19/12/2014.

- Cartes du Ciel - Version 3.8, Patrick Chevalley -  http://www.ap-i.net/skychart - acesso em 19/02/2013.

O asteroide (14) Irene em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 30 de outubro próximo, o asteroide Irene estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.911), quando então sua magnitude chegará a 10.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 14 Irene foi descoberto em 19 de maio de 1851 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (29) Amphitrite em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 25 de outubro próximo, o asteroide Amphitrite estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.909), quando então sua magnitude chegará a 8.7, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 29 Amphitrite foi descoberto em 01 de março de 1854 pelo astrônomo alemão Albert Marth (1828 - 1897) no seu observatório de Bishop em Londres. Seu nome é uma alusão a deusa grega do mar, Anfitrite, esposa de Netuno e Mãe de Tritão. (Mourão, 1987).

Em 1981 Edward F. Tedesco e Robert E. Sather do Lunar and Planetary Laboratory da University of Arizona, publicaram dados fotométricos de UBV e análises das curvas de luz observadas entre março de 1956 e maio de 1977, com a finalidade de obtenção de fase de um coeficiente linear de 0,030 = / - 0.002. Segundo a publicação Amphitrite é um objeto interessante para estudos posteriores, pois é o melhor exemplo conhecido de um grande asteroide com uma superfície muito áspera e/ou variada.

Em 1985 esse asteroide foi previamente selecionado para um sobrevoo, aproveitando a oportunidade do lançamento da sonda Galileo, entretanto essa missão não se realizou.

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

- SCHMADEL, Lutz D. Astronomical Notes. Disponível em: <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/asna.2113070604/abstract> - Acesso em 04 mai. 2014. 

- BEGGS, James M. JPL/NASA, Press Release #1062. Disponível em: <http://www.jpl.nasa.gov/releases/80s/release_1985_1062.html> - Acesso em 04 mai. 2014.

O asteroide (74) Galatea em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 02 de outubro próximo, o asteroide Galatea estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.795), quando então sua magnitude chegará a 10.6, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 73 Galatea foi descoberto em 29 de agosto de 1862 pelo astrônomo alemão Ernest Wilhelm Tempel (1821 - 1889) no Observatório de Marselha. Seu nome latino , oriundo do grego Galathea, é homenagem à ninfa desse nome (que significa "corpo branco"), filha de Nereu e Doris. Objeto do amor de do cíclope Polifemo, que não lhe correspondeu, amando e casando com Ácis. Enciumado Polifemo destruiu-a; Galatéia. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

Observación de Meteoros - Septiembre 2015

CAMPAÑA DE OBSERVACIÓN 
DE LA SECCIÓN MATERIA INTERPLANETARIA
DE LA LIADA

SEPTIEMBRE 2015

Septiembre tiene una serie de radiantes de lluvias de meteoros algo irregulares pero en conjunto muy activos.

ALFA AURÍGIDAS

Lluvia de meteoros en la constelación Auriga o Cochero, es visible entre el 25 de agosto y el 5 de septiembre después de las 2 de la mañana hacia el horizonte noreste,  su actividad llega hasta los 10 meteoros por hora, aunque en ocasiones como en 1935 y 1986, se registraron hasta 40 meteoros por hora, este enjambre de meteoroides produjo un estallido en su actividad a partir del 2007, bajando considerablemente los siguientes años.  Son meteoros muy rápidos con estelas persistentes que resultan espectaculares. Su cometa progenitor es el Kiess C/1911 N1.
Kiess es un misterioso cometa de periodos orbitales largos que visitó el Sistema Solar interno solo dos veces en los últimos dos mil años. En el año 83 antes de nuestra era, el cometa Kiess pasó cerca del Sol y dejó una estela de polvorientos escombros que se han desplazado hacia la órbita de la Tierra desde entonces. 

El máximo está pronosticado para el 1 de septiembre, aunque la actividad se prolonga hasta el 5. Los observadores del hemisferio norte tienen mejores condiciones de observación por la posición de la constelación en esas latitudes.  

A continuación la carta estelar donde se muestra la zona de la radiante de las Alfa Aurígidas (AUR) y las constelaciones con sus abreviaciones:


PÍSCIDAS NORTE Y SUR

En la región de la constelación zodiacal Piscis después de las 23 horas hacia el este, donde son visibles meteoros lentos durante todo el mes, que provienen de dos ramas activas: Píscidas norte y Píscidas sur. Estudios realizados mediante radio en ambas regiones han permitido obtener unas órbitas dispersas que dan muestra de una corriente muy irregular. En ocasiones se pueden observar bólidos (meteoros muy brillantes) provenientes de esta zona del cielo. Vale la pena observar esta zona cualquier noche despejada del mes de septiembre barriendo visualmente el mayor tiempo posible la constelación Piscis. En especial las noches del 24, 25 y 26.


KAPPA ACUÁRIDAS: 

Del 8 al 30 de septiembre a partir de las 21horas en la constelación zodiacal Acuario siendo su máxima actividad el 21 de septiembre, una lluvia de meteoros de escasa actividad con pocos datos, por lo que valdrá la pena realizar observaciones para obtener mayores elementos de esta lluvia menor.

A continuación la posición de las radiantes  Kappa Acuáridas (KAQ) y Píscidas Sur (SPI)

Cualquier consulta estamos a su disposición.

Desde la Coordinación de la Sección deseamos tengan todos excelentes cielos, esperamos sus reportes.


Pável Balderas E. pavelba@hotmail.com Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Materia Interplanetaria
LIADA 

Dr. Josep M. Trigo trigo@ieec.uab.es Barcelona-España
Co-coordinador
Sección Materia Interplanetaria
LIADA