domingo, 1 de novembro de 2015

O Almanaque Astronômico Brasileiro de 2016!

Nobres amigos (as)!

Novamente tenho a alegria de informar-lhes que já se encontra disponível para download na Home Page do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais - CEAMIG, o "Almanaque Astronômico - 2016".

O endereço é:


Aproveito a oportunidade para novamente agradecer as manifestações recebidas pelas edições anteriormente publicadas e informando que sugestões de melhoria são sempre bem recebidas e implementadas na medida do possível.

Funcionando sempre como um valioso canal de divulgação dessas efemérides e informações, as notas mensalmente postadas no blog Sky and Observers (http://skyandobservers.blogspot.com.br/) peri passu as diversas informações constante nesta efeméride, vem atuando como um elo valioso para consultas e complementação dos elementos deste Almanaque Astronômico que agora está disponível. Assim nele as frequentes consultas para os fenômenos visíveis além das fronteiras do Brasil, já ganharam o contorno americano e caminham para uma contemplação maior dos que também tenham visibilidade nos demais continentes; muito embora não sejam todos os fenômenos abordados, eles não deixarão de ser mencionados de alguma forma. 

Chamo a atenção dos demais observadores para os seguintes fenômenos que teremos a oportunidade de acompanhar em 2016:

a) Ocultações

a.1) - Uma favorável ocultação matutina de Mercúrio ocorrerá em 29/09, sendo o todo o evento (reaparecimento e desaparecimento) acompanhado em diversas localidades no Brasil e por extensão alguns países que fazem fronteiras com o Brasil (Argentina, Paraguai e Uruguai), bem como também a região sudoeste da África do Sul. 

a.2) - Dentre as diversas ocultações de estrelas brilhantes pela Lua, certamente as selecionadas encontrará entre seus observadores uma ótima acolhida pelos motivos abaixo evidenciados:

(a.2.1) - Ocultações de Zavijava (Beta Virginis) em 22 de março e 19 de abril, um sistema triplo de estrelas.

(a.2.2) - Ocultações de Rho Sagittarii em 04 de abril, 21 de junho, 19 de julho, 12 de setembro e 02 de dezembro, na realidade uma dupla ótica, sendo que  Rho 1 Sgr é também uma estrela variável pulsante do tipo Delta Scuti.

(a.2.3) - Ocultações de Zubenelhakrabi (gamma Librae) em 24 de abril e 15 de julho, um sistema triplo de estrelas, mas que somente são observadas 2 estrelas neste sistema.

(a.2.4) - Ocultação de Zaniah (eta Virginis) em 17 de maio, uma dupla cerrada cuja primária possui uma magnitude de 3.9 e a secundária 5.9; ambas possuem um período orbital de 13.1 anos e suas respectivas posições para 2016 (DJ: 2457388.5) são: Sep. 0.124" e AP 167.2º.

(a.2.5) - Ocultações de Lambda Aquarii em 23 de julho e 15 de setembro, uma variável semi-regular cujo brilho varia entre 3.5 a 3.8 magnitude entre máximos e mínimos.

(a.2.6) - Ocultação de TX Leonis (49 Leonis) em 04 de agosto, um sistema binário eclipsante do tipo Beta Persei, cujo período entre máximos e mínimos variam entre 2.445d.

(a.2.7) - Ocultação de Porrima (gamma Virginis) em 03 de setembro, um sistema múltiplo de fácil identificação (a primária e a secundária) cujo periastro ocorreu no ano de 2006, onde o par primário e secundário encontrar-se-ão com suas respectivas posições para 2016 (DJ: 2457388.5) em: Sep. 2.414" e AP 3.9º.

(a.2.8) - Ocultação de zeta Cancri em 19 de novembro, um sistema múltiplo de estrelas de fácil identificação. 

(a.2.9) - Ocultação de Sigma Leo em 20 de dezembro, uma estrela subgigante branco azulada, classe espectral B9 de magnitude 4.1.

b) Elongações e Oposições Planetárias

b.1.1) Mercúrio - Elongações Máximas (W): 07 de fevereiro, 05 de junho e 09 de setembro.  
b.1.2) Mercúrio - Elongações Máximas (E): 18 de Abril, 16 de Agosto e 10 de dezembro.

b.2.1) Vênus - Conjunção superior: 06 de junho.

b.2.2) Oposição de Marte: 22 de maio, magnitude -2.0.
b.2.3) Oposição de Júpiter: 08 de março, magnitude -2.5. 
b.2.4) Oposição de Saturno: 03 de junho, magnitude 0.0.
b.2.5) Oposição de Urano: 15 de outubro, magnitude 5.7.
b.2.6) Oposição de Netuno: 02 de setembro, magnitude 7.8.
b.2.7) Oposição de (134340) Plutão: 07 de julho, magnitude 14.1.
b.2.8) Oposição de (1) Ceres: 21 de outubro, magnitude 7.4.  

b.3) Satélites jovianos

Os satélites jovianos também terão configurações visuais bastante interessantes; assim chamo a atenção para os eventos que ocorrerão em 19 e 29 de fevereiro, envolvendo Io (1.) e Europa (2.) bem como ainda envolvendo esses satélites em 08 e 15 de abril. Mas a profusão de eventos que ocorrerão no mês de março (próximo à data da oposição de Júpiter), envolverá também o satélite Ganimedes (3.), nas ocorrências de 16, 22, 23 e 30 deste mês.

c) Oposições de Asteroides

Dentre os diversos asteroides cujas respectivas condições observacionais serão favoráveis nas oposições, destacam-se as seguintes:

c.1) - Oposição de (30) Urania em 14/01, mag: 10.0.
c.2) - Oposição de (52) Europa em 12/02, mag: 10.0.
c.3) - Oposição de  (5) Astraea em 15/02, mag: 8.7.
c.4) - Oposição de (28) Bellona em 07/03, mag: 10.1.
c.5) - Oposição de  (6) Hebe em 17/03, mag: 9.8.
c.6) - Oposição de  (3) Juno em 26/04, mag: 10.0.
c.7) - Oposição de  (7) Iris em 29/05, mag: 9.2.
c.8) - Oposição de  (8) Flora em 12/06, mag: 9.4.
c.9) - Oposição de (71) Niobe em 07/07, mag: 10.5.
c.10) - Oposição de (2) Pallas em 21/08, mag: 9.2.
c.11) - Oposição de (11) Parthenope em 29/09, mag: 9.2.  
c.12) - Oposição de (51) Nemausa em 13/10, mag: 10.6.
c.13) - Oposição de (18) Melpomene em 23/10; mag: 8.0.
c.14) - Oposição de (79) Eurynome em 04/11; mag: 9.6.
c.15) - Oposição de (22) Kalliope em 26/12; mag: 10.1.

d) Cometas

Em paridade as condições observacionais com que são analisados os asteroides, os cometas cujo periélio dar-se-ão este ano, ou ainda que estejam dentro do limite observacional dos instrumentos óticos (binóculos, lunetas e telescópios) de pequeno e médio porte, estão apresentadas as efemérides mais favoráveis. Desta forma as expectativas são:

- Cometa 10P/Tempel, com as magnitudes 11.0 a 12.5 até 08 de fevereiro.
- Cometa C/2013 US10 (Catalina), com as magnitudes 4.9 a 12.5 até 05 de junho. 
- Cometa P/2010 V1 (Ikeya-Murakami), com as magnitudes 9.9 a 12.3 até 15 de julho. 
- Cometa 252P/LINEAR, com a magnitude estimada em 10.3 em 21 de março. 
- Cometa C/2013 X1 (PANSTARRS), com a magnitude estimada em 10.5 em 21 de junho.
- Cometa 81P/Wild, com a magnitude estimada em 11.8 em 18 de julho. 
- Cometa 9P/Tempel 1, com a magnitude estimada em 10.9 em 10 de agosto.
- Cometa 43P/Wolf-Harrington, com a magnitude estimada em 11.5 em 05 de setembro.
- Cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova, com a magnitude estimada em 7.1 para 04 de janeiro de 2017. 

d) Eclipses

Em 2016 teremos a ocorrência de 04 (quatro) Eclipses sendo: 

- Eclipse Total do Sol em 09 de março, abrangendo a região do oceano Pacífico (ilhas e atóis localizados na região dos Estados Federados da Micronésia). Este eclipse é visível também de forma total numa estreita região do sudeste asiático compreendendo a Indonésia (Sumatra, Bornéu e Sulawesi). 

- Eclipse Penumbral da Lua em 23 de março, cuja região de visibilidade se dará em regiões da Ásia, Austrália, oceano Pacifico e oeste das Américas Central e do norte. 

- Eclipse Anular do Sol em 01 de setembro visível de forma total em grande parte da região sul dos Oceanos índico e Atlântico e na região meridional da África. A importante ainda mencionar que na Vila dos Remédios-PE no Arquipélago de Fernando de Noronha, uma fração do disco solar eclipsado poderá ser observado ao nascer do Sol naquela região.

- Eclipse Penumbral da Lua em 16 de setembro, cuja região de visibilidade dar-se- á em regiões da Ásia, Austrália, e Oceano Índico.

e) Trânsito de Mercúrio pelo disco do Sol

Um dos mais importantes eventos previsto para 2016, será o Trânsito de Mercúrio pelo disco do Sol que ocorrerá em 09 de maio, quando então grande parte do mundo poderá acompanhar esse evento em sua totalidade; assim inserimos também as circunstâncias para as principais localidades do Brasil.

Por oportuno, é importante agradecer aos amigos Hélio de Carvalho Vital e Alexandre Amorim, (ambos da REA - Rede de Astronomia Observacional) pela constante troca de informações sobre eclipses. Fica aqui registrado novamente nosso interesse em conhecer os dados obtidos de observações realizadas. 

Nesta presente edição e importante mencionar a bela imagem da rotação do Polo Celeste Sul realizada por Caio Vinicius e Breno Castro que ilustra essa capa, escolhida entre os associados(das) do CEAMIG como a mais interessante das incluídas no Blog do Grupo de Aquisição de Imagens no ano de 2015. Deixo assim registrada a todos os participantes daquela equipe a minha admiração por excepcional trabalho e sincera gratidão.  

Espero que a publicação seja novamente útil e que, contando sempre com a colaboração de todos(as) que fazem da astronomia uma festa, disseminem essas efemérides no âmbito de suas respectivas associações, clubes, grupos, núcleos, observatórios e planetários; locais onde a ciência astronômica e sua prática observacional é uma constante.

Por oportuno, aproveito esta oportunidade desejar a todos os amigos(as), votos de muita saúde, paz, harmonia e prosperidade.

Um grande abraço,

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG - REA/Brasil - AWB


"Aquele que não comunica aos outros o que conhece perece com a murta do deserto, cujo perfume se perde para todos... Até o último dia então serei inteiramente da ciência e dos meus semelhantes." François Arago

O céu do mês – Novembro 2015

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Companheiros e companheiras de jornadas,

A felicidade com a qual escrevemos e postamos mensalmente esses textos (e assim será sempre) e idêntica ao posicionar-se atrás da lente ocular. Desta forma: céu, equipamento e o observador tornar-me elementos quase imbatíveis a colaboração forma com a ciência e principalmente a astronomia. Não deixemos nunca que a pecha de que “tudo já foi visto e observado” ou mesmo o bordão: “tudo já está esclarecido”, tomar lugar em nosso senso lógico, pois aos poucos isso contamina até mesmo nossa forma de agir. A esfera celeste escreve diariamente fenômenos e neste sentido, sempre buscamos de uma forma simples descrever as nuances destes eventos. Assim foi ao término de setembro último quando pudemos então, observar a ocorrência do Eclipse Total Lunar e registrar de forma mais objetiva e simples possível, dados realmente valiosos e de importância na análise da ampliação atmosférica e à previsibilidade do raio umbral. Façamos realmente (sempre) a nossa parte e sigamos confiantes. 

Certamente os apaixonados pelas modificações diárias do céu levantar-se-ão bem antes do início dos crepúsculos matinais de 07 de novembro próximo, quando então: Júpiter e a Lua na constelação de Leão (Leo), Marte e Vênus na constelação de Virgem (Vir) estão dominando o céu naquela manhã; Os observadores ainda localizados na parte mais austral da América do Sul (Argentina e Chile) poderão observar instantes antes do nascer do Sol a ocultação pelo disco lunar da brilhante estrela Zavijava. Um destaque também para a ocorrência neste mês, de duas ocultações da estrela lambda Geminorum, cuja visibilidade recai em áreas do hemisfério Norte. Nesta área também poderá ser acompanhado em 26 de novembro a ocultação de Aldebarãn. Está também será uma ótima oportunidade para registrar 02 cometas bem conhecidos. Embora seja (39) Laetitia o asteroide mais brilhante nesta época, a região onde poder-se-á localizar (43) Ariadne, (26) Proserpina, (49) Pales e (77) Frigga, talvez seja uma das regiões mais conhecidas do céu para os astrônomos amadores de todo o planeta. Falando nisso veja como é fácil chegar até a constelação Hydrus. Vejam como é extremamente fácil reconhecer essa constelação utilizando Achernar (Alpha Eridani), como referência. Existe uma grande quantidade de estrelas variáveis naquela região e selecionamos algumas, que são um verdadeiro convite à observação e reportes observacionais. Noites estreladas para todos!


O 18º Encontro Nacional de Astronomia!

Com uma grande alegria, deixamos registrado nesta página a realização do 18º Encontro Nacional de Astronomia (18th Astronomical Brazilian Meeting) (Banner 1), que ocorre entre os dias 30, 31 de outubro, 01 e 02 de novembro de 2015, na Universidade FUMEC. Evento direcionado a todas as pessoas interessadas em Astronomia, sejam curiosos, iniciantes no assunto ou experientes conhecedores. Os trabalhos coordenados pelo selenógrafo Professor Ricardo José Vaz Tolentino e equipe da FUMEC indicam que este evento, realizado no Brasil desde 1998 amadureceu em cada uma de suas edições. 


Palestras, oficinas, mini-cursos, exposições de Banners, Comunicações Orais e a realização de um concurso de astrofotografia, demonstram o quanto esse evento e importante para a cidade em que a edição é realizada, fazendo parte da história de cada uma das instituições realizadoras e neste caso e especial marca esse evento então o 50º aniversário da Universidade FUMEC na cidade de Belo Horizonte. A todos os organizadores, participantes, expositores e palestrantes desta edição transmito congratulações pela ocasião de importantíssimo evento. 

O Eclipse Total da Lua em 28 de setembro de 2015

Muito embora as condições climáticas fossem causas que impossibilitaram diversos observadores de realizarem um trabalho excelente de estimativas e cronometragens, em Belo Horizonte o eclipse foi observado e registrado (Veja reporte observacional em: http://goo.gl/XgVJqe).

Desta forma: Hélio Vital (REA/Brasil - Lunissolar) já disponibilizou as Analises de Observações recebidas (vejam em:  http://skyandobservers.blogspot.com/2015/11/analysis-of-observations-of-2015-sep-28.html), encaminhando também as respectivas curvas de Danjon dos observadores Antônio Campos e Tiago Rusin, conforme podemos vislumbrar nas telas A e B.



Ocultações de estrelas pela Lua 

Lambda Geminorum

Em 01 de novembro a Lua -67% iluminada e com a elongação solar de 110º, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado no norte da Ásia (Rússia, China e Mongólia) e norte do continente americano (Canadá e Região do Alasca); já o reaparecimento além das regiões mencionadas (inclusive Turcomenistão e Usbequistão na Ásia, poderá ser acompanhada também de regiões escandinava (Finlândia e Suécia) conforme demonstra a figura A, apresentada no quadro 1.

Em 29 de novembro novamente, a Lua -87% iluminada e com a elongação solar de 138°, ocultará lambda Geminorum. Esse evento então poderá ser observado na América do Norte (Canadá e Alasca) e Europa (região central e norte) conforme demonstra a figura B, apresentada no quadro 1. 

(Subra) Omicron Leonis

Em 04 de novembro a Lua -39% iluminada e com uma elongação de 78°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5 e tipo espectral A5V F6II. Esse evento poderá ser observado na América do Norte e no nordeste da Ásia conforme demonstra a figura A, apresentada no quadro 2.

Zavijava (Beta Virginis) 

Em 07 de novembro, a Lua -16% iluminada e uma elongação solar de 47°, ocultará a estrela Zavijava (Beta Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F9V. Esse evento poderá ser observado de forma diurna em regiões da Antártida e durante o crepúsculo matutino na América do Sul (Argentina e Chile) de acordo com a figura B, apresentada no quadro 2. As circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades desta região estão apresentadas na tabela 2 abaixo.

Rho Sagittarii

Em 16 de novembro a Lua +22% iluminada e com a elongação solar de 56°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral F0III/IV. Esse evento poderá ser observado no continente asiático de acordo com a figura C, apresentada no quadro 2. 

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 17 de novembro a Lua 32% iluminada e com a elongação solar de 69°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado na região sul do oceano índico e sul da África (África do Sul, Madagascar, Moçambique, Maurício e Ilha Reunião) de acordo com a figura D, apresentada no quadro 2. 

Ancha (Theta Aquarii)

Em 19 de novembro a Lua 56% iluminada e com a elongação solar de 96°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.2 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado no oceano índico, região meridional da África (África do Sul, Reunião (Ilha), Moçambique, Maurício, Tanzânia e Zâmbia) e atlântico sul e de forma de diurna no sul do continente americano (Brasil e Uruguai) conforme com a figura 2 apresentada abaixo.

Assim sendo a tabela 3 abaixo apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades desta região do continente africano.

Desta mesma forma, a tabela 4 abaixo apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para algumas das principais localidades desta região do continente sul americano.

Theta 2 Tauri

Em 26 de novembro a Lua -100% iluminada e com a elongação solar de 173°, ocultará a brilhante estrela theta 2 Tauri  de magnitude 3.4 e tipo espectral A7 III. Esse evento poderá ser observado na América do Norte e nordeste da Ásia de acordo com a figura A, apresentada no quadro 3.


Aldebaran (alpha Tauri)

Em 26 de novembro ainda, a Lua -99% iluminada e com a elongação solar de 171°, novamente ocultará a estrela Aldebaran de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Nesta outra oportunidade então, esse evento poderá ser observado na América do norte (Canadá e Estados Unidos) e nordeste da Ásia (incluindo a região norte do Japão) de acordo com a figura B, apresentada no quadro 3.

Ocultação de Hyadum II (delta 1 Tauri) na América do Sul

Em 26 de novembro, a Lua neste instante -100% iluminada e com a elongação solar de 175º, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado na América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai). Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/11/a-ocultacao-de-hyadum-ii-delta-1-tauri.html.


Ocultação de Urano pela Lua

Urano

Em 22 de novembro, a Lua +86% iluminada e com a elongação solar de 137º, ocultará o disco do planeta Urano com magnitude 5.7. Esse evento abrangerá partes da região Antártida o sul do Oceano Atlântico (Ilha Bouvet) e Índico abrangendo Terras austrais e antárticas francesas (Arquipélago Crozet), Ilhas Kerguelen, Ilhas do Príncipe Eduardo e Ilhas Heard e Mcdonald, conforme abaixo apresentado na figura 3.

No Sistema Solar!

No mês anterior Mercúrio (-1.2) chegou atingiu sua máxima elongação em 16/10; assim neste período ficará impossibilitada qualquer tentativa de observação da superfície terrestre deste planeta, visto o mesmo estar mergulhado na claridade do sol; mas sem dúvidas que estaremos em espera será para vislumbrar o aspecto do céu quando então, antecedendo o nascer do Sol novo alinhamento com e presença da Lua (mag. -8.1 e 16.7% iluminada) Vênus (-4.3), Marte (1.7) e Júpiter (-1.9) estarão protagonizando novamente essa magnifica conjunção matutina (figura 4). Permanece ainda válida a recomendação para a realização de registros desse evento, a busca de um ponto observacional livre de obstrução bem como ainda votos de sorte de que as condições climáticas sejam favoráveis.

A tabela 5 abaixo apresentando as respectivas elongações dos planetas dá uma ideia de como estarão suas respectivas magnitudes e a constelação em que se localizam, neste período extremamente prolífico para os registros observacionais.

Analisando ainda a tabela acima mencionada, podemos perceber que o planeta Saturno (0.5) agora com suas elongações diminuindo a cada dia, ficam desfavoráveis suas observações telescópicas, mas podemos observar através dessa breve análise que ele também agora se encontra fazendo sua travessia pela constelação de Escorpião, estando em 07 de novembro próximo a brilhante Jabbah (Nu Scorpii, mag: 4.0, sp: B3V); mas já no dia 29 deste mês ele estará em conjunção com o Sol.

Apesar do planeta Urano (5.7) diminuir a cada dia suas elongações ele é visível por quase toda a noite na constelação de Peixes, dessa forma 73 Psc (6.0) e WW Piscium (uma variável M que atinge seu máximo no próximo dia 25), evidenciará o disco esverdeado de Urano; como informando acima a ocultação deste planeta pela Lua recairá em uma faixa de regiões oceânicas e praticamente desabitadas. Netuno (7.9) que já passou pela oposição encontra-se na constelação de Aquário encontra-se estacionário, sendo que 70 Aquarii (mag: 6.1) uma estrela variável será uma boa referência para sua localização na primeira parte da noite. Isso também será válido para os Planetas Menores: (1) Ceres (agora com a magnitude diminuindo para 9.2), que se encontra na constelação de Capricórnio e também o surpreendente e distante (134340) Plutão uma vez que a carga de informações das missões Dawn e Novos Horizontes surpreendem a cada pacote de imagens aberto. 

Sol = O quadro 4 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 5.

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Apogeu em 07/11 às 21:50 (UT = Universal Time), quando a Lua estará a 405.722 km do centro de nosso planeta; já o Perigeu ocorrerá em 23/11 às 20:07 (UT = Universal Time) quando então a Lua estará somente a 362.816 km do centro da Terra.

Asteroides

A temporada realmente é uma janela muito propícia às observações dos principais asteroides, que aqui são ressaltadas em suas favoráveis oposições, então em nossa seleção mencionamos sempre os mais brilhantes cujas efemérides encontram-se publicadas no Almanaque Astronômico Brasileiro – 2015, uma vez que essa publicação atende os astrônomos amadores que dispõem de pequenos instrumentos; este mês então logo no seu início busquemos localizar (75) Euridyke (com a magnitude 11.2) que poderá ser facilmente localizado na constelação de Aries (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/46lruJ) em 05 de novembro; (39) Laetitia (com magnitude 9.4) será de muito fácil localização na constelação da Baleia (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/wZ1p0s) e uma excepcional referência será a brilhante Menkar (Alfa Cet) de magnitude 2.5; fácil essa! Na segunda quinzena deste período nossos observadores não terão a menor dificuldade em localizar (43) Ariadne (com magnitude 10.8, carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/zT1SW3), bastando para isso identificar próximo ao Aglomerado Aberto M45 (Plêiades) as estrelas 63 Ari (mag: 5.0) e também 61 Ari (mag: 5.3); vale mencionar que embora sua localização seja em Touro, a sua posição estará bem próxima a fronteira entre as constelações Taurus e Aries. Será ainda nessa região celeste que buscaremos (26) Proserpina, com a magnitude 11.2 (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/2ER20A) bem como o restante dos asteroides mencionados neste mês, entretanto utilizaremos somente M45 e a estrela 37 Tauri (mag: 4.3) como referências de localização; Apenas para poder referenciar melhor a localização de (49) Pales com a magnitude 10.7 (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/NZycVo), busquemos identificar entre as estrelas componentes da gigantesca Hyades, um asterismo em “V” que constitui um grandioso cúmulo aberto constituído de aproximadamente 140 estrelas a brilhante 59 Tauri (mag: 5.3), 94 Tauri (mag: 4.2) será também uma ótima referência para essa busca, mas voltemos nossa atenção para o Aglomerado Aberto M45; em 29 de novembro então (77) Frigga com magnitude 11.2 (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/11/o-asteroide-77-frigga-em-2015.html), estará também próximo as Plêiades então busquemos identificar novamente 37 Tauri (mag: 4.3) e 44 Tauri (mag: 5.4); Mais fácil ainda!

Cometas

Se as janelas observacionais ficaram um pouco mais escasseadas para a observação de cometas brilhantes e observáveis a visão desarmada, temos então duas oportunidades que certamente chamará a atenção, são eles: 22P/Kopff e 10P/Tempel 2. Em ambos os casos será ideal estar afastado da Poluição luminosa.

22P/Kopff

Cometa periódico descoberto em 22 de agosto de 1906, pelo astrônomo alemão August Kopff (1882-1960), no Observatório de Heidelberg, como um objeto difuso de magnitude 12 na constelação de Pegasus (peg). Com um período orbital de 6,44 anos, foi reobservado em quase todas as suas passagens pelo periélio, com exceção de 1912. Desde a sua descoberta, o cometa passou duas vezes muito próximo de Júpiter: em 1942 e em 1954; por ocasião dessa segunda perturbação, a orientação do plano orbital do cometa sofreu forte alteração. Seu período, por outro lado, parece ter variado em virtude das forças não gravitacionais que provocaram uma aceleração de duas horas por revolução. O cometa foi redescoberto em 20 de dezembro de 1982 pelos astrônomos E. Baker e Oldenwahn, do observatório de McDonald. (MOURÃO, 1987) Nesta oportunidade e não diferente, o cometa estará com a sua magnitude estimada entre 9.6 e 10.1, bem posicionado na constelação de Ophiucus (Oph) até 06 de novembro. Em seguida já estará posicionando-se na constelação de Sagittarius (Sgr). A tabela 6 abaixo apresenta essas respectivas magnitudes sendo uma boa oportunidade para registrar com telescópios de médio porte.

10P/Tempel 2

Cometa periódico, descoberto pelo astrônomo alemão Ernst Tempel (1821-1889) em Milão, em 3 de julho de 1873, na constelação de Cetus (Baleia), após sua passagem pelo periélio, ocorrida em 25 de junho. Visto como um objeto de magnitude 9,5, três dias mais tarde, após uma recrudescência em seu brilho, surgiu com vários núcleos. Com um período de 5,3 anos, o cometa foi reobservado em 1878 e 1894, e em seguida em cada um dos seus retornos até 1930, com exceção de 1909 e 1914. Foi redescoberto em 1946 e, desde então, tem sido visto regularmente. Apesar de sua magnitude 13 em 1983, foi fácil a sua observação no hemisfério sul, em virtude da sua declinação austral. (MOURÃO, 1987) Não muito diferente daquela época, este cometa encontra-se na constelação de Sagittarius (Sgr). A tabela 7 abaixo apresenta magnitudes compatíveis à observação com instrumentos de pequeno porte.

CONSTELAÇÃO:

Hydrus

Hydrus e uma constelação austral que se localiza entre as ascensões retas de 0h2min e 4h33min, e as declinações de -58º,1 e -82º,1. Situada muito próxima do pólo sul celeste, limitada ao sul pela constelação de Octans (Oitante), a oeste por Mensa (Mesa) e Doradus (Dourado), ao norte pelas constelações de Reticulum (Retículo), Horologium (Relógio), Eridanus (Eridano) e Tucana (Tucano) e a leste por esta última e Octans (Oitante), ocupa uma área de 243 graus quadrados (MOURÃO, 1987) de acordo com a figura 6 abaixo. 
Apesar de não possuir estrelas de grande brilho, é fácil reconhecê-la por estar situada entre a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães (Vejam essas informações em: http://goo.gl/AZWJMG e http://goo.gl/mpsBAH) ao sul de Achernar (Alpha Eridani), uma das estrelas mais brilhantes do Hemisfério Sul. Estabelecida por Jean Bayer em 1603, não deve confundida com Hydrus; Hidra Macho. (MOURÃO, 1987).

Novamente podemos pensar que a identificação das principais estrelas dessa constelação fique comprometida, mas isso não é uma dificuldade uma vez que temos a brilhante Achenar (Alpha Eridanus, a mais brilhante estrela dessa constelação de magnitude 0.4 e classe espectral B3Vpe fazendo justiça completa a designação árabe de seu nome “a foz do rio Erídano” - Veja em: http://goo.gl/e5Al2V) como referência e procurarmos por cerca de 5º e AP 151º encontraremos Alfa Hydri (as vezes chamada como: Cabeça da Hidra), uma estrela anã amarelo-esbranquiçada de magnitude 2.8, classe e tipo espectral F0V (que encontra-se a 71.8 anos luz de distância do Sol; mas a diferença de cerca de 0.06 magnitudes para Beta Hydri, magnitude 2.8 (quase idêntica), classe e tipo espectral G2IV, faz com alfa Hyi (mais luminosa) que ela seja um pouco mais brilhante nesta constelação. Na realidade essa estrela subgigante ainda tem algo a apresentar aos observadores visto que está incluída no New Catalog of Suspected Variable Stars como NSV 161 e a amplitude (entre máximo e mínimo) de sua magnitude estar estimada entre: 2.75 - 2.81 (AAVSO, 2015); assim inclui uma carta de localização também gerada a partir do Variable Star Plotter (figura. 7).

Na outra extremidade então temos Gamma Hydri (NSV 15811, que mencionaremos abaixo), uma estrela luminosa e gigante vermelha de magnitude 3.2, classe e tipo espectral M1III que se encontra a cerca de 214 anos luz do Sol; meio caminho então novamente em direção a Alfa Hydri encontraremos em meio caminho Epsilon Hyi uma estrela azul (de magnitude 4.1, classe e tipo espectral B9Va) estando essa a distância de 151.7 anos luz do Sol; ao seu lado também encontraremos Delta Hyi essa uma estrela branca de magnitude 4.0, classe e tipo espectral A2V que se encontra cerca de 139 anos luz do Sol. Ali também encontraremos Eta2 Hyi, uma gigante amarela de magnitude 4.6, classe e tipo espectral G8IIIb que apresenta uma velocidade radial de -16,2 km/s em aproximação; finalizando dentro daquele triangulo que delimita a constelação temos Nu Hyi uma estrela gigante alaranjada de magnitude 4.7, classe e tipo espectral K3III sendo deste conjunto a mais distante do Sol com cerca de 339 anos-luz de distância do Sol.

O sistema planetário de HD10180

Eu não tenho a menor sombra de dúvidas que a pesquisa de exoplanetas chama a atenção do grande público (já tivemos a oportunidade de mencionar o caso do exoplaneta HD 209458b, veja em: http://goo.gl/uNgzD7) e dos astrônomos também, mas a HD10180 chama a atenção por ser uma estrela do tipo solar (magnitude 7.3, classe e tipo espectral G1V), com uma massa solar de 1.060 e distante cerca de 128 anos luz do Sol.

Mas as descobertas dos exoplanetas HD10180g e HD10180h ocorrida em 07 de dezembro de 2010, começaram a chamar a atenção pincipalmente porque HD10180g encontra-se na zona habitável daquela estrela (semi-eixo maior: 1.415 u.a). Podemos visualizar todos os seis através de uma breve análise da figura 8, mas existem pelo menos mais três, elevando esse número para nove e Os planetas neste sistema estão em perto de ressonância e foram descobertos com o espectrógrafo HARPS no Observatório de La Silla, no Chile (Open Exoplanet Catalogue, 2015). 
NSV 15811

As surpresas dessa constelação realmente são enormes mesmo porque ela é um campo bem amplo e ao alcance de instrumentação de pequeno e médio porte. Assim ocorreu com Gamma Hyi (NSV 15811) hoje classificada como uma estrela variável pulsante tipo SRB, de acordo com o apresentado na figura 9. 

Eu me recordo que em julho passado tratamos aqui das facilidades daqueles observadores que "começam a dar seus primeiros passos na observação binocular e justamente à seleção de objetos potencialmente interessantes que se possam realizar registros observacionais de forma sistemáticas". Desta forma selecionei algumas estrelas variáveis (dentre elas a variável CL Hyi que também está inserida de observação binocular da AAVSO e suas respectivas efemérides para dezembro 2015, 2016 e março de 2017), bem como ainda: TU Hyi, DH Hyi e HIP 11926; as efemérides estão disponíveis e são apresentadas no quadro 5.   

Eu faço ainda uma sugestão aos observadores que possuem telescópios de médio porte e se dedicam a esse tipo de observação, uma vez que existem somente 69 observações computadas para a estrela TU Hyi (status em 22/09/2015), enquanto para as estrelas DH Hyi e HIP 11926, não existem observações encaminhadas a AAVSO (também status em 22/09). Suas efemérides encontram-se disponíveis e são apresentadas no quadro 5.

O céu é uma festa constante de eventos que são de uma sutilidade inquestionável, mas ao mesmo tempo de fácil percepção aos observadores atentos a esfera celeste, abrindo assim para a todos nós oportunidades observacionais mensalmente aqui narradas de forma simples. A experiência com alguns integrantes do projeto piloto, que estamos realizando no CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), através da implantação de um Grupo de Estudos e Reconhecimento do Céu (GREC – vejam essa publicação inicial em: http://goo.gl/rUZmTv) brevemente traduzir-se-á em novos observadores, ou seja: bons frutos! Fica então meu incentivo de sempre por vezes aqui mencionado: "Macte Animo! Generose puer sic itur ad astra" (numa tradução livre: Coragem jovens! É assim que se vai aos céus).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23568-8 p. 1221/1222.– Inc. New York – USA, 1978.

- AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Florianópolis: Ed: do Autor, 2014. 180p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 11 Jan. 2015.

- VITAL, Hélio Carvalho. Olá, Toninho! E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 21 Out. 2015, 05:57 (PM).

- RAYMAN, Marc  NASA/JPL-DAWN – News: http://dawn.jpl.nasa.gov/news/news-detail.html?id=4697 – Acess in 15 Sept. 2015.

- Manual para Observação Visual de Estrelas Variáveis - ISBN 1-878174-87-8. Ed. Português – set. 2011 – CEAAL, 70p. Disponível em: <http://www.aavso.org/sites/default/files/publications_files/manual/portuguese/PortugueseManual.pdf> - Acesso em 25 Mai. 2015.

- General Catalog of Variable Stars (GCVS) Sternberg Astronomical Institute, Moscow (Sep., 2009, Epoch 2000): Disponivel em: < www.handprint.com/ASTRO/XLSX/GCVS.xlsx> – Acesso em: 16 Jul. 2015.

Washington Double Star Catalog (WDS) - Double Star Database. Available in <http://stelledoppie.goaction.it/index.php>– Acess in: 13 Sept. 2015.

Vaz Toletino Observatorio Lunar (VTOL) - Disponível em: http://vaztolentino.com.br/imagens/7103-18-Encontro-Nacional-de-Astronomia-18-ENAST-FUMEC-BH-MG - Acesso em 31 Out. 2015.

- http://www.worldspaceweek.org/ - Acess in:  15 Sept. 2015.

Analysis of Observations of the 2015 Sep. 28 Total Lunar Eclipse

Helio C. Vital
lunissolar@gmail.com 
REA/Brasil - Lunissolar

Unfavorable Weather Conditions for Most Brazilian Observers

Unfortunately, a huge storm system caused 90% of the potential Brazilian observers, mostly located in São Paulo, Rio de Janeiro and Florianópolis, to be clouded out during the eclipse. However, we were still able to gather 8 Danjon estimates (L) and 2 series (curves) of L. We also got an extensive sequence of contact timings made in Belo Horizonte by the CEAMIG/REA team in addition to many photos of the totally eclipsed moon. Based on such data, we were able to determine how dark the eclipse was as well as how large the contribution of Earth`s atmosphere to the umbra currently is.

How Dark Was the Eclipse?

The total lunar eclipse of September 27-28, 2015 was moderately dark as we had already predicted in our Observation Project. It was not very dark as many observers claimed, even though the brightness of the eclipsed Moon was found to be dimmer by approximately 50 thousand times at mid-totality in comparison with the Full Moon.

Danjon Number Estimates

A very easy way to estimate the brightness of an eclipse is to find the prevailing coloration of the Moon. This very simple and practical method was proposed by Danjon and, although it is not as accurate as direct estimates of magnitude, it is also informative.

Danjon Estimates (L) Made Easier

When considering how we could help beginners make Danjon estimates, we elaborated the following procedures, also suggesting that extreme values (like L=0) should be avoided:

Alex`s Danjonmeter

Alexandre Amorim, an astronomer with large observational experience, had a very creative idea before the eclipse: the observer would download, to his cell phone, a color scale Alex called Danjonmeter. During totality, he would hold up his phone in order to position the color scale next to the Moon in order to compare the color of the Moon with those on the scale. He would then assign a value of L according to the prevailing color he saw.

Helio`s 3-Band Danjonmetry

Helio C. Vital proposes another simple procedure to estimate the Danjon Number. His idea is to split the disc of the Moon in three parts or bands and assign a value of L to each of them. The approximate percentage of each part relatively to the whole disc must also be estimated. Note that they must add up to 100%. Then a simple weighed sum will yield a good figure for the Danjon Number. As an example, by inspecting some photographs of totality posted on SpaceWeather, he could create a mean mental image of the Moon at mid-totality. It was structured as follows: there was a yellowish bright band to the Southeast covering some 25% of the disc and he assigned L=3 to it. Next to it, he could see a central reddish band spreading across roughly 45% of the disc and he gave L=2 to it. Finally, to the Northeast he could notice a dark band spanning about 30% of the disc and he estimated it had L=1. Then his Danjon Estimate for the entire disc of the Moon would be: L= 0.25 x 3 + 0.45 x 2 + 0.30 x 1 = 1.95 (bull`s eye, see Table 1).

Estimates of the Danjon Number

Estimates of the Danjon Number (L) gathered from 10 Brazilian observers are listed in Table 1. Two of them* were calculated for mid-eclipse from parabolic fitting to series of estimates.


Observers who would have made Danjon estimates but reported negative observations due to cloudy skies were: Alexandre Amorim  (and several members of NEOA-JBS in Santa Catarina), Antonio Padilla Filho, Márcio Mendes and Helio C. Vital.

In our project of observation for the 2015 September 27-28 total lunar eclipse we had predicted a Danjon Number of L=2.2±0.4 (1σ) at mid-eclipse, already accounting for a probable darkening effect due to lingering stratospheric aerosols from eruptions of Calbuco (VEI=4) on April 22-23, 2015.

Indirect Estimates of the Visual Magnitude of the Moon at Mid-Eclipse

Unfortunately, due to bad weather, direct estimates of the visual magnitude of the Moon using the perfected version of the reversed binoculars method were not made. However, we can use our correlation that relates the Moon`s visual magnitude to Danjon Number. Thus, entering our mean estimate for the Danjon Number:

m = 4.2 – 3 L + (L/2)2 =  4.2 – 3 (1.93) + (1.93/2)2 = -0.7±0.6

Determining the Magnitude of the Totally Eclipsed Moon from Photos

Analyses of several wide angles photos of the eclipse, contributed by Cristóvão Jacques (CEAMIG/REA), led us to conclude that the Moon was shining approximately 2 magnitudes brighter than Alpha Piscis Austrini (m=1.17), after properly accounting for the different color of the star. The estimated magnitude of the Moon based on the photos was m = -1.1±0.5.

A mean of both estimates yields a final figure with a smaller associated error:

m= -0.9±0.4

Such value is also consistent with a finding made by Willian Souza that he could not see the Moon at mid-totality through his reversed binoculars, known to dim the image by 4.8 magnitudes. Willian knew that his magnitude limit was around 4.0±0.5. So he concluded that the Moon could not be brighter than -1.3. 

How Dark Was Earth`s Atmosphere?

The observed magnitude agreed very well with our predictions (-1.2±0.8) accounting for the most likely darkening effects due to Calbuco aerosols that we had forecast to cause +1.3 magnitude drop. An aerosol-free condition for the stratosphere would have produced a moderately bright eclipse as the Moon would be shining at m=-2.5 at mid-totality. The dimming of 1.6 mag found would also typically correspond to the darkening effect due to an eruption of Volcanic Explosivity Index equal to 4, that would peak some 5-7 months later, such as the one that happened to Calbuco on April 22-23  (five months prior to the eclipse). Then we had a moderately dark, not a very dark one, as many observers claimed. The explanation for that false impression could possibly be the fact that many of those observers over the last decade could watch bright eclipses only. And they were brighter because they were not significantly darkened by volcanic dust, besides having low umbral magnitudes.

At mid-eclipse, the total drop in the Moon`s brightness reached 11.8 magnitudes, corresponding to a dimming of 50 thousand times. An observer standing on the Moon`s surface would then see a bright ring surrounding Earth`s dark silhouette. That narrow mostly red ring produced by Earth`s atmosphere would be shining at m≈ -15, some 8 times brighter than the Full Moon. Moving from the extreme North of the lunar disc to its South, the observer would see that ring brighten, turning from rust red into orange as he approached the center of the disc. Finally it would brighten further, becoming mostly yellow by the time he got to the Southern part of the Moon as he also approached the border of the umbra.

How Thick Was the Shadow-Casting Layer of Earth`s Atmosphere?

That analysis requires contact timings. Fortunately, Antonio Rosa Campos and his CEAMIG/REA team had clear skies during the entire eclipse and they obtained a fine data set that included 43 selected limb and mid-crater timings. Let us then see what those numbers have in store for us, in spite of the fact that hundreds of contacts, contributed by many observers, would be the ideal data set to work with in order to get very good statistics. Table 2 lists the mid-crater and limb contact times observed by Campos and the corresponding percentage increase in Earth`s radius (or in the Moon`s parallax) due to Earth`s atmosphere.

Table 2 – Contact Times (UTC) Observed by Campos and Corresponding Increase in the Moon`s Parallax (or Earth`s Radius) due to Earth`s Atmosphere

The value found for the contribution of Earth`s atmosphere, 1.27±0.08 %, is approximately halfway between its 1.20% minimum (apparently reached last year) and its all-time average (1.35%). It is also in good agreement with our prediction, extrapolated from figures of the April 15, 2014 (1.20%) and April 4, 2015 (1.22%) eclipses. Note that our contact times for this eclipse had been calculated by using increments of 1.27% for immersions and 1.23% for emersions as informed in our Observation Project for the 2015 September 27-28 Total Lunar Eclipse. The increase of 1.27% in Earth`s radius found for this eclipse would correspond to a mesopausic height of 81±5 km and it would be produced by a thin atmospheric light ring only 47 arcseconds thick if observed from the Moon.

Photos and Videos of the Eclipse

The CEAMIG/REA observers` team (in Belo Horizonte) posted nice photos, videos and an advanced report on their Sky and Observers Pages.

Final Considerations on Lunar Eclipse Predictions

Improving predictions of lunar eclipses demands a great deal of observational data (contact timings and estimates of the Moon`s magnitude, mostly). However, visual observers of such events are now very rare in spite of the fact that the science of lunar eclipses is essentially observational. Thus in order to predict the circumstances of these events better, it is fundamental to further understand the several mechanisms that play a significant role in the complex movie of our upper atmosphere that is projected onto the sensitive lunar screen.  Up to now, the major official sources of information on lunar eclipses have failed to fully acknowledge and widely inform that the intricate dynamics of Earth`s upper atmosphere severely limits the accuracy of their predictions. Not to mention the fact that they still rely on the same model for calculation of Earth`s umbra that Danjon used more than a century ago. However as ironic as it may seem and in contrast to what most people believe, the cause of the “missing totality” of the tetrad on April 4 was not the use of an outdated model. In fact its prediction (mag.=1.0001) was closer to the observed figure (mag.=0.9996) than the one (mag=1.0020) calculated with a sophisticated model used by Sinnott-Herald and myself.  The villain that ruined most predictions on that day was Earth`s atmosphere, that had almost shrunken to its minimum size. Consequently, when the onset of totality required a minimum 1.25% increase of Earth`s radius on that day, it could only provide 1.22%.

A ocultação de Hyadum II (delta 1 Tauri) pela Lua em 26 de novembro 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 26 de novembro próximo, a Lua -100% iluminada e uma elongação solar de 175°, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.

Observadores localizados na América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai), poderão acompanhar esse evento conforme e apresentado na tabela 1.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno abrangendo toda a região citada.

Hyadum II

Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. (AAVSO, 2009) é uma estrela variável cuja magnitude e estimada entre 3.72 e 3.77. O alto interesse nas observações das ocultações dessa estrela prende-se ao fato dessa estrela ser um conjunto binário fechado conforme podemos vislumbrar através da figura 3.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 24 dez. 2014.

- HERALD, David. Occult v 4.0.8.18, (IOTA). Disponível em <http://www.lunar-occultations.com/iota/occult4.htm>. Acesso em 09 set. 2014. Windows 7. Professional.

- AAVSO: Editor: Rebecca Turner. Present Plot a light curve, check recent observations and Search VSX. Disponível em < http://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=40206>. Acesso em 10 set. 2014.

O asteroide (77) Frigga em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 29 de Novembro próximo, o asteroide Frigga estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.883), quando então sua magnitude chegará a 11.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 77 Frigga foi descoberto em 12 de novembro de 1862 pelo astrônomo pelo astrônomo alemão Christian August Friedrich Peters (1806 - 1880) no Observatório de Clinton. Seu nome é uma homenagem a divindade escandinava semelhante a Juno, que foi esposa de Odin; Friga. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (16) Pysche em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 09 de dezembro próximo, o asteroide Pysche estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.060), quando então sua magnitude chegará a 9.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 16 Psyche foi descoberto em 17 de março de 1852 pelo astrônomo amador italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

O asteroide (63) Ausonia em 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 22 de dezembro próximo, o asteroide Ausonia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.850), quando então sua magnitude chegará a 11.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 63 Ausonia foi descoberto em 10 de fevereiro de 1861 pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis (1819-1892) no Observatório de Capadimonte, Nápoles. Seu nome é homenagem de Capocci aos ausônios, primeiros habitantes da Itália. Os ausônios eram, segundo a lenda, descendentes de Ausônio, um filho de Ulisses e Calipso, que governou a Península itálica. O asteroide, a princípio, teve a denominação de Itália. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em 03 dez. 2014.

Grupo de Estudos de Reconhecimento do Céu: o que estamos aprendendo?

Outubro 2015

Aléxia Lage de Faria
alagef@gmail.com

“Olhem para as estrelas e aprendam com elas.”
Albert Einstein


O Grupo de Estudos de Reconhecimento do Céu tem como objetivo criar e manter a cultura da observação e reconhecimento da esfera celeste entre os associados recém-ingressos nos quadros do CEAMIG – Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CAMPOS, 2014). Os membros se reúnem aos sábados para estudo teórico e/ou prático e mensalmente realizam observações, quando as condições do tempo assim permitem. 

Atualmente, as reuniões do grupo se concentram no estudo relativo às estrelas, tendo sido abordados até o momento os seguintes assuntos:

1. Via Láctea: constituição, estrutura, geometria e dimensões.

2. Conceitos sobre velocidade radial, velocidade transversal, movimento próprio, massas e dimensões das estrelas, equilíbrio térmico e equilíbrio hidrostático.

3. Estrelas Duplas: duplas ópticas, duplas verdadeiras, binárias espectroscópicas, binárias eclipsantes, binários astrométricos, duplas visuais, separação aparente, ângulo de posição, órbitas verdadeiras, órbitas relativas, periastro, apoastro, órbita aparente, pares Relfix

4. Estrelas Variáveis Intrínsecas: variáveis pulsantes, variáveis eruptivas e variáveis do tipo R Coronae Borealis.

Dentre os diversos tópicos, destaca-se em especial o entendimento do conceito de ângulo de posição, aprendido durante o estudo do item Estrelas Duplas.

E o que aprendemos sobre Ângulo de Posição?

É o ângulo formado entre o meridiano celeste que passa pela estrela primária com a linha que liga a primária à estrela secundária (MOURÃO, 1987, p. 38).

A estrela primária também pode ser denominada como estrela principal ou componente A, e a estrela secundária, por componente B (se houver mais, serão designadas por C, D, e assim por diante). A denominação de componentes por letras é utilizada quando eles estão angularmente próximos. Quando estão angularmente afastados, são designados por componente 1 e componente 2, por ordenação crescente de ascensão reta e utilizando a mesma letra grega. Ex: Epsilon1 e Epsilon2 Lyrae ou de alfa1 e alfa2 Capricorni. (ALMEIDA, 2000, p. 97)

O Ângulo de Posição (AP) é medido no sentido N-L-S-O-N, de 0 a 360 graus.

Útil quando o observador deseja saber previamente em que posição a secundária se encontra em relação à primária.

Deve-se conhecer de antemão que tipo de imagem gera o telescópio que será utilizado na observação da estrela dupla: imagens invertidas ou espelhadas.

As retas do meridiano celeste e a da linha que passa pela secundária formam quatro quadrantes. Dois quadrantes se encontram à oeste da primária. São denominados como quadrantes precedentes: Precedente Norte (entre O e N) e Precedente Sul (entre S e O). Outros dois quadrantes se encontram à leste da primária. São denominados como quadrantes seguidores: Seguidor Norte (entre L e N) e Seguidor Sul (entre S e L). (ALMEIDA, 2000, p. 97).

Na prática, são usados os termos em inglês Nf - North Following (Seguidor Norte), Sf - South Following (Seguidor Sul), Sp - South Precedent (Precedente Sul) e Np - North Precedent (Precedente Norte). Veja na figura 1 a seguir:



Figura 1 - Disposição dos Quadrantes Celestes conforme o tipo de imagem observada
Fonte - ALMEIDA, 2000, p. 97

Um outro conceito importante a se considerar é a separação aparente. Refere-se à separação existente entre as estrelas componentes, medida em segundos angulares, sendo que 1⁰ = 3600’’. Sua abreviatura é sep. (ALMEIDA, 2000, p. 97).

A separação permite que um observador saiba se é possível observar os componentes utilizando-se o instrumento que se dispõe no momento. Ela permite ainda fazer uma estimativa de qual ampliação será necessária para poder se observar a dupla. (ALMEIDA, 2000, p. 97).

Um exemplo de como deve ser lido um ângulo de posição igual a 45⁰, conforme o tipo de imagem observada, pode ser visto na figura 2.

Figura 2 - Exemplo de ângulo de posição, conforme o tipo de imagem observada


REFERÊNCIAS

- ALMEIDA, Guilherme de; RÉ, Pedro. Observar o céu profundo. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 2000. 339p.

- CAMPOS, Antônio Rosa. (arcampos_0911@yahoo.com.br). [Ceamig] Grupo de Estudos de Reconhecimento do Céu! [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por ceamig@yahoogrupos.com.br em 24 nov. 2014.

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. 914p. (Obra de referência).