sexta-feira, 1 de abril de 2016

O céu do mês – Abril 2016

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Companheiros e companheiras das jornadas observacionais,

Que bom! Uma nova oportunidade confraternizar em torno da observação do céu chegou com diversas atividades em todo o globo agendadas para o Mês Internacional da Astronomia, com ele também teremos um novo período observacional e vamos certamente inferir que valerá a pena nossos esforços observacionais da esfera celeste. Ele ainda estará em suas primeiras horas e já temos a ocorrência uma bela ocultação de Rho Sagittarii pela Lua; (Veja maiores informações e sobre as circunstâncias de visibilidade nas diversas regiões acima mencionadas em: http://goo.gl/1GejZF) sendo que neste mês ainda teremos uma nova ocorrência em 29 de abril próximo. Nosso satélite natural ainda estará proporcionando algumas belas ocultações de estrelas brilhantes (Aldebarãn encontra-se neste caso) e em destaque: Zavijava, Zubenelhakrabi, ao mesmo tempo cruzando próxima a outras brilhantes estrelas como: Regulus e Spica. Ela também brindará diversas regiões do planeta com uma ocultação diurna do planeta Vênus. Mencionando ainda a Lua e suas configurações celestes, após as fases do crepúsculo vespertino de 24 de abril, Marte com uma magnitude -1.2, Saturno (com magnitude 0.2) e a brilhante Antares (0.9) estarão num belo alinhamento visível durante toda a noite. Júpiter e seus satélites naturais continuam imperdíveis, Verifiquem como será interessante o evento envolvendo Ganimedes e Callisto já neste primeiro dia. As alegres e fraternais reuniões dentro do Projeto-piloto que estamos realizando para implantação definitiva do Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu (vejam suas ideias e objetivos em: http://goo.gl/VR7sss), junto à estrutura funcional do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG), faz lembrar-me e buscar por diversas vezes um instrumento simples, mas que pode ser utilizado como uma útil ferramenta para auxílio à navegação de modo geral e aplicações gerais na vida cotidiana o “Compasso”. Isso me fez relembrar de uma região celeste em especial que e também muito conhecida dos observadores austrais, sua história e concepção nos levará novamente a genialidade do francês Niçolas-Louis La Caille, (1713 – 1762); então deixo o convite para conhecer um pouco mais de Circinus. Noites estreladas para todos!

Observatório Lunar Vaz Tolentino – 300.000 visitas

Os companheiros e companheiras de Jornadas observacionais os quais tenho a alegria e honra de compartilhar as belezas do céu bem como aqueles que fazem dos post mensais uma referência para o planejamento de suas observações, já perceberam o quanto utilizo a Lua como um fantástico referencial celeste na identificação das principais estrelas e respectivas constelações no céu noturno e isso é um fato.

Pois bem, dentre eles alguns fazem de nosso satélite natural um verdadeiro oásis observacional e isso se torna uma realidade, quando temos a oportunidade de conhecer e vislumbrar as observações selenográficas e disseminação dos mais recentes snapshots da superfície da Lua através do site Vaz Tolentino Observatório Lunar (http://www.vaztolentino.com.br/) observatório dirigido pelo Professor Ricardo José Vaz Tolentino, website desenvolvido por Samuel Brandão e layout de Tiago Pitzer. Neste derradeiro mês, aquela página (logo na figura 2) contendo as mais belas imagens da superfície lunar ultrapassou a marca expressiva de 300.000 visitações coroando desta forma o trabalho de toda aquela equipe. Desta forma e motivo de orgulho apresentamos a todos nossas felicitações pelo sucesso do grande trabalho (TOLENTINO, 2016).

Ocultação de planeta pela Lua

Em 06 de abril próximo teremos a ocorrência da primeira ocultação planetária deste ano quando então a Lua -2% iluminada e com a elongação solar de apenas 17°ocultará o planeta Vênus com uma magnitude de -3.8 e disco planetário 0.962% iluminado e com o diâmetro aparente de 10.2” de arco. Isso fará com que a duração do tempo de desaparecimento seja estimada em aproximadamente 18.8 segundos, enquanto o seu reaparecimento dar-se-á  cerca de 19.6 segundos. 

Este evento será observado de forma diurna (figura 3) nas seguintes regiões da superfície terrestre: Região norte da Ásia, incluindo grande parte da Rússia, Mongólia, China, extremo norte do Paquistão, Afeganistão, Irã, Emirados Árabes Unidos e norte da Arábia Saudita. 

Já na região setentrional do continente africano o evento poderá ser acompanhado do norte do Sudão e Chade e grande parte da Nigéria; já as regiões do extremo sul de Gana, Costa do Marfim e Libéria poderão observar uma ocultação rasante ou mesmo "miss" (Não ocultação); essa situação é idêntica também para regiões a oeste do Senegal, Gâmbia e uma pequena porção norte da Guiné Bissau na fronteira com o Senegal e próxima a costa do Oceano Atlântico. Na Europa o evento poderá ser acompanhado por quase todo o continente exceto norte da Noruega, Suécia e extremo norte da Finlândia na região escandinava bem como partes da Grã-Bretanha (toda a Inglaterra e Pais de Gales, sul da Escócia e Irlanda do norte) e partes do Sul do Eire.  

Ocultações de estrelas pela Lua

Rho Sagittarii

Em 01 de abril a Lua -43% iluminada e com a elongação solar de 82°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral F0III/IV.  Este evento ocorre já na parte diurna em grande parte do continente africano, na Ásia, região do oriente médio e no sudeste da Europa. Na porção americana, o reaparecimento poderá ser acompanhado na América Central (Barbados, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis, Trinidad e Tobago) e América do Norte (Bermudas). 

Na América do Sul (Brasil e Venezuela) o evento poderá ser observado tanto no desaparecimento como desaparecimento no norte e nordeste do Brasil, sendo que em regiões da Venezuela, somente a fase de reaparecimento é observada de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://goo.gl/1GejZF).

Novamente em 28 de Abril, a Lua nesta data então -66% iluminada e com a elongação solar de 109º ocultará Rho Sagittarii; Este evento ocorre de forma diurna no norte da América do Sul (norte da Colômbia e regiões no sudoeste e oeste da Venezuela), América Central (região insular e norte de Cuba) e América do Norte (sul e sudeste dos Estados Unidos e norte do México) e na faixa do crepúsculo e noturna no Oceano Pacifico de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1. 

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 02 de março a Lua -32% iluminada e com a elongação solar de 69°, ocultará a estrela Dabih Major (beta Capricorni) de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado de forma diurna no sul do continente africano (África do Sul e Moçambique) e de forma noturna na região mais austral do continente sul americano (Argentina e Chile) conforme demonstra a figura A constante no quadro 2.

A tabela 2 abaixo apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade deste fenômeno (Desaparecimento e Reaparecimento) para algumas de suas principais localidades.

Em 29 de abril novamente, a Lua então -55% iluminada e com a elongação solar de 96º, novamente ocultará beta Capricorni; como podemos verificar na figura B do quadro 2, essa ocultação além de ocorrer de forma diurna no extremo Sul do continente americano (Argentina e Chile) atravessa vasta região da Antártida sendo portanto, uma região quase inóspita do planeta.

É importante mencionar que se encontra também prevista uma nova ocorrência de ocultação de Dabih Major para 29 de maio próximo abrangendo região idêntica da superfície terrestre, finalizando com isto um ciclo de ocultações favoráveis às observações que se iniciou com a ocultação dessa estrela ocorrida em 22 de maio de 2011, visível naquela mesma região. Um novo ciclo de ocultações dessa estrela terá início em 01 de março de 2030, finalizando em 14 de dezembro de 2034.

Ocultações de Estrelas na Constelação de Taurus pela Lua

Atravessando um campo de estrelas muito rico na esfera celeste, em 10 de abril próximo a lua proporcionará uma série de ocultações de brilhantes estrelas na região da constelação de Touro. Senão vejamos: 

Hyadum II (delta 1 Tauri)
A Lua 15% iluminada e com a elongação solar de 46º ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse será visível de forma diurna na estreita faixa da Terra do Fogo, podendo ser rasante em localidades próximas a cidade de Ushuaia na Argentina, sendo sua faixa de visibilidade recaindo sobre o Oceano Atlântico de acordo com a figura A, apresentada no quadro 3.

Theta 2 Tauri

Em seguida, a Lua +16% iluminada e com a elongação solar de 47°, ocultará a brilhante estrela theta 2 Tauri  de magnitude 3.4 e tipo espectral A7 III. Esse evento então poderá ser observado no norte da Ásia, norte da Europa e de forma diurna na América do norte de acordo com a figura B, apresentada no quadro 3.

Aldebaran (alpha Tauri)

Novamente marcando esse mês a Lua, então +17% iluminada e com a elongação solar de 49º, ocultará a brilhante estrela Aldebaran de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na América do norte e bem como também em Havana (Cuba) e região do Oceano Pacifico no hemisfério setentrional, sendo que na costa leste americana o evento ocorre dentro da faixa crepuscular; Já nas ilhas oceânicas do Atlântico norte, a cidade de Horta (Portugal) no Arquipélago dos Açores (e regiões adjacentes: Ilhas Graciosa, Pico e São Jorge) poderão acompanhar as fases de desparecimento e reaparecimento de Aldebaran; enquanto que Angra do Heroísmo e Ponta Delgada observarão somente o desaparecimento conforme apresentado na figura C no quadro 3.

Registro da Ocultação de Aldebaran na India

E uma grande alegria registrar destacar (bem como também agradecer), as informações observacionais de Aldebaran ocorrida em 14 de março. Desta forma ao mencionar que “regiões ao norte e regiões subcontinentais da Índia” observariam esse evento e de posse dessa informação, a equipe do Gurudev Observatory (Vadodara, Índia) lideradas pelo astrônomo Divyadarshan D.Purohit, realizou a sequência de imagem apresentadas na figura 4 abaixo, apresentando os instantes de antecederam o desparecimento (Imersão) e o consequentemente reaparecimento (emersão).

A interessante missão da equipe do Gurudev Observatory (Vadodara, Índia), seus trabalhos a frente de crianças e público que buscam o conhecimento da ciência astronômica, bem como o céu e suas nuances, podem ser apreciadas uma rápida visita ao site http://www.gurudevobservatory.co.in/ (PUROHIT, 2016).
    

Lambda Geminorum

Em 13 de abril a Lua então +45% iluminada e com a elongação solar de 85º, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado no norte da América do Norte (Canadá e regiões polares) bem como ainda norte e nordeste da Ásia no período noturno, ao norte da Península Escandinava, esse evento já ocorrerá na fase crepuscular do dia conforme demonstra a figura A, apresentada no quadro 4.

Zavijava (Beta Virginis) 

Em 19 de abril a Lua 92% iluminada e com a elongação solar de 148° ocultará Zavijava (beta Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F9V. Esse evento poderá ser observado no sudoeste da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai), pequena porção do Atlântico Sul e partes do Oceano Pacífico, englobando na faixa crepuscular as ilhas havaianas e bem como Tuvalu e Kiribati conforme demostra a figura B, apresentada no quadro 4. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/a-ocultacao-de-zavijava-beta-virginis.html

Zaniah (eta Virginis)

Neste dia ainda a Lua 95% iluminada e com a elongação solar de 155° ocultará a estrela Zaniah (eta Virginis) de magnitude 3.9 e tipo espectral A2IV. Esse evento poderá ser observado em sua totalidade em grande parte da África Meridional (exceto no Quênia e Uganda) e ainda sul e partes do sudeste da porção setentrional do continente africano (isto inclui também Malabo, as Ilhas de Santa Helena, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde). Atravessando o oceano Atlântico esse evento poderá ser observado de forma diurna no nordeste do Brasil (abrangendo as cidades de Fortaleza – CE, João Pessoa – PB, Natal – RN, Recife-PE e a localidade de Vila dos Remédios no Arquipélago de Fernando de Noronha-PE) conforme demostra a figura C, apresentada no quadro 4.

Zubenelhakrabi (Gamma Librae) 

Em 24 de Abril a Lua -97% iluminada e com a elongação solar de 159° ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado em sua fase diurna na região na África sendo visível durante o crepúsculo em regiões do centro oeste daquele continente; já na região sudoeste da África setentrional o evento ocorre durante o período noturno incluindo o Arquipélago de Cabo Verde. Atravessando o Oceano Atlântico, o fenômeno e observado no norte e nordeste da América do Sul e região das Antilhas na América Central atingindo partes da região insular do Panamá, Costa rica e Nicarágua e numa pequena porção da costa leste da América do Norte, englobando Bermudas e parte dos Estados Unidos conforme demostra a figura D, apresentada no quadro 4. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/a-ocultacao-de-gamma-librae-pela-lua-em.html

No Sistema Solar!

Antecedendo o seu trânsito pelo disco do sol em 09 de maio próximo, ainda termos a oportunidade de observar neste mês o planeta Mercúrio (-0.3) por alguns minutos após o ocaso do Sol (isso durante as fases do crepúsculo vespertino), pois ele estará em sua máxima elongação já no dia 18 próximo como podemos verificar na tabela 1; ele estará na constelação de Pisces até o dia 5, chegando depois na constelação de Aries onde permanecerá transitando até 06 de junho. Quando então nossas atenções se voltam para o planeta Vênus (-3.9) será ideal buscar sua localização nas primeiras horas do crepúsculo matutino; antecedendo o nascer do Sol este planeta estará com suas elongações ainda favoráveis as observações até o dia 11 deste mês, pois já vem próxima sua conjunção superior prevista para 06 de junho; ele também que estará no segundo dia deste mês na constelação de Peixes, fará entre os dias 12 a 14 deste mês, uma breve incursão pela constelação por Cetus, retornando em seguida para Pisces conforme já poderemos verificar na tabela 3 abaixo. 

Nos já podemos perceber o incremento das magnitudes de Marte uma vez que seu diâmetro aparente também aumenta; verificando novamente na tabela 3 acima já estamos prevendo que sua magnitude esteja em -1.0 em 15 de março próximo sendo que numa rápida consulta ao Almanaque Astronômico Brasileiro para 2016 (publicação essencial aos observatórios, planetários e clubes de astronomia para planejamento de suas atividades observacionais cujo download gratuito pode ser realizado em: http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf), já podemos antever que sua magnitude está estimada em -1.4 em 29 de abril deste mês. 


Isso já torna a noite de 24 para 25 de abril uma data especial e esperada, para que possamos registrar junto a esse planeta também, a presença da Lua (magnitude -12.6), do planeta Saturno (magnitude 0.3) juntos a Antares (Alfa Scorpii de magnitude 1.07) conforme podemos vislumbrar na figura 5; Entretanto Marte e Saturno estarão atravessando a constelação de Ophiuchus encontrando se a Lua em Scorpius próximo as brilhantes estrelas delta Scorpii e Graffias. Neste mês Urano estará em conjunção com o Sol o que impossibilitará qualquer tentativa de observação e busca através de telescópios de pequeno e médio porte, ele também estará no apogeo em 10 de abril próximo quando então sua distância a Terra é estimada em 20.967880 u.a; Já o planeta Netuno vem lentamente emergindo de sua conjunção com o Sol ocorrida em fevereiro último e com isso está também aumentando pouco a pouco sua magnitude (7.9) permanecendo na constelação de Aquarius; misturado em meio as brilhantes estrelas da constelação de Sagittarius (134340) Plutão ainda manterá sua magnitude de 14.2 perdurando isso até a época de sua oposição prevista para julho próximo, sendo que já no dia 18 próximo encontra-se estacionário em relação à eclíptica. (1) Ceres que passou pela sua conjunção com o Sol no mês passado poderá ser localizado nas constelações de Aquarius até o dia 03 próximo, já no período de 04 a 23 ele estará na constelação da Baleia fazendo uma rápida emersão pela constelação de Pisces (transitando naquela região por cerca de 19h55m), no dia 24 ele já estará novamente na região da constelação da Baleia (Cetus). 

Propositalmente deixarei Júpiter e seus satélites galileanos para comentar ao fim, entretanto de início vejam essa imagem tipo snapshots da Lua e Júpiter (Figura 6) na noite de 23 de fevereiro última (20160224_02:00 UT); novamente o observador Hélio de Carvalho Vital empregando a câmera Sony DSC-HX300 da região urbana da Tijuca no Rio de Janeiro-Brasil, reporta que: “a aproximação máxima de 1,1 grau entre a Lua (98% iluminada) e o planeta Júpiter, ambos bem brilhantes e altos no céu...” “Apesar das nuvens, algumas fotos ... mostram nitidamente o evento, sendo Júpiter o ponto brilhante próximo ao disco da Lua cheia” (VITAL, 2016).

Sol = O quadro 5 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de Rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 7.

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Perigeu ocorrendo em 07/04 às 17:37 (UT = Universal Time), quando a Lua estará cerca de 357.163 km do centro da Terra e Apogeu ocorrendo em 21/04 às 16:06 (UT = Universal Time), quando a Lua estará cerca de 406.350 km do centro de nosso planeta; em 07/04 juntamente a fase nova, ocorrerá o início da lunação de número 1154.

Os eventos mútuos dos satélites galileanos

Os observadores dos eventos dos satélites galileanos ficaram deslumbrados com a profusão de fenômenos informados, e eles (sempre ao alcance de pequenos instrumentos de observação) novamente farão uma nova série eventos imperdíveis neste mês, o que torna Júpiter um dos objetos mais observados do céu neste período. Então  destaquei alguns dos principais eventos para este mês na tabela 4, a qual vocês poderão também visualizar suas respectivas configurações na figura 8 no diagrama sinótico de suas respectivas revoluções em torno do disco Joviano. 

Alguns amigos comentaram comigo essa quantidade de eventos dos satélites jovianos em clara evidência que estão percebendo o quanto e compensador a observação sistémica da atmosfera joviana e também dos eventos dos satélites galileano; um dos pontos que brevemente será objeto de compreensão por parte dos integrantes do GREC (Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu - CEAMIG) será justamente a dinâmica que envolve esses eventos e de como podemos contribuir de uma forma cientificamente é útil com nossos registros observacionais.

Um exemplo da importância de registros diários e sistemáticos do planeta Júpiter, foi o evento ocorrido às 00:18 UTC em 17 de março último, quando então um pequeno objeto impactou na alta atmosfera joviana. As imagens abaixo deste evento foram capturadas na Áustria e na Irlanda, pelos observadores John McKeon e Gerrit Kernbauer (THE WATCHERS, 2016). Esse é um tipo de fenômeno esporádico que ocorre em Júpiter devido a sua gigantesca força gravitacional sendo que a primeira postagem nestas páginas teve exatamente um fenômeno similar disseminado, que ocorreu em 2010. (veja em: http://goo.gl/xXuLYN)
Video courtesy of John McKeon

Video courtesy of Gerrit Kernbauer
Asteroides

Registro observacional de (10) Hygiea

É extremamente compensador quando temos o recebimento de informações positivas das efemérides que aqui postamos, uma vez que elas têm como finalidade apresentar de forma simples e objetiva, as reais possibilidades observacionais no campo visual ao alcance de instrumentos de pequeno e médio porte que dispõem a grande maioria dos astrônomos amadores. Dessa forma foi bastante interessante conhecer os registros observacionais do astrônomo amador Regis Dias (Viamão-RS, Brasil) que registrou observacionalmente a oposição do asteroide (10) Hygiea utilizando com referência a carta de busca e efemérides disponíveis em:  http://goo.gl/Ieq0o8. Naquela oportunidade o asteroide se encontrava próximo a 87 Leo (uma gigante alaranjada de magnitude 4.7 e tipo espectral K2) e TYC 4923-980-1, uma estrela branca tipicamente de 50 a 100 vezes mais luminosa que o Sol e de magnitude visual 6.7, classe e tipo espectral A0. Ele utilizou um telescópio GSO 305 mm f/05 aplicando as oculares wideangle 20 mm e uma ortoscópica de 10 mm (DIAS, 2016).

Neste mês então as oportunidades estão nas constelações de Hydra e também em Virgo, e essas regiões celeste são muito conhecidas dos observadores pela quantidade de estrelas brilhantes e ótimas referências para a localização desses asteroides muito embora alguns acreditem que a fase da Lua interfira de forma bastante significativa. (78) Diana poderá ser localizado muito próximo a estrelas 46 Hya de magnitude 3.0 e tipo espectral G8IIIa e 47 Hya de magnitude 5.2 e tipo espectral B8V (carta de busca e efemérides disponíveis em http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/o-asteroide-78-diana-em-2016.html) em 21 de abril próximo; 2 dias depois (89) Julia poderá ser encontrado na constelação de Centaurus  (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/o-asteroide-89-julia-em-2016.html) próximo a brilhante Iota Cen de magnitude 2.7, classe e tipo espectral A2V e também 2 Cen uma estrela variável de magnitude 4.1, tipo e classe espectral M4.5III; Já no dia 26 de abril, será então o asteroide (3) Juno que estará em oposição sendo o asteroide de melhor magnitude neste período (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/z556Px) e ainda boa referencia para a busca as seguintes estrelas: 105 Vir de magnitude 4.8 e classe espectral G2IV e 109 Vir de magnitude 3.7, classe e tipo espectral A0V. Nesta noite também na mesma constelação de Virgo poder-se-á localizar o asteroide (42) Isis estimando sua magnitude em 10.7 (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/FZgCi2) como  referência para sua localização será ideal utilizar a estrela 107 Vir uma estrela branco amarelada de magnitude 3.8, tipo e classe espectral F2III. Voltando a constelação da Hydra em 28 de abril, (35) Leukothea esta em oposição também, sendo as estrelas de referências para sua localização (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/T3dru2) a estrela 47 Hya (já acima mencionada) e 51 Hya (NSV 6648 essa incluída na listagem da AAVSO por ser suspeitas de variabilidade com magnitudes variando entre: 4.75 - 4.80 V) tipo e classe espectral K3III.

Cometas

Os Cometas 252 P/LINEAR e o P/2016 BA14 Pan-STARRS

As respectivas magnitudes do cometa 252 P/LINEAR fizeram deste corpo celeste um objeto observável ao alcance de binóculos 7 x 50mm e 10 x 50mm foi registrado pelos observadores brasileiros Alexandre Amorim e Marcos Goiato, sendo inclusive detectado a visão descoberta (AMORIM, 2016). Nos últimos dias o que chamou também a atenção foi o fato do cometa P/2016 BA14 (ao que parece) ser um objeto gêmeo do cometa 252 P/LINEAR devido as suas respectivas orbitas serem semelhantes (Figura 9); entretanto exista também a linha de pensamento que ele seja na realidade, um grande fragmento do primeiro (JPL, 2016). 

Apresentando então as efemérides (bem otimistas) a tabela 5 aponta o 252 P/LINEAR atravessando uma região celeste bem conhecida dos astrônomos amadores. 

Já o cometa P/2016 BA14 Pan-STARRS apresenta-se numa região mais setentrional e acessível a telescópios de grande abertura conforme podemos vislumbrar na apreciação das efemérides constantes na tabela 6.

O Cometa C 2013 X1 Pan-STARRS

Esse cometa foi descoberto na 20ª magnitude em 4 de dezembro de 2013 pelo Consórcio Pan-STARRS 1 (AMORIM, 2015). Sua visibilidade neste período matutina e seu posicionamento fará com ele este cometa seja visível nas primeiras horas da manhã atravessando a constelação de Peixes, conforme podemos verificar na tabela 7.

CONSTELAÇÃO:

Circinus 

De fato a constelação austral de Circinus é uma das constelações de menor área quadrada da esfera celeste, ocupando uma extensão de apenas 93 graus quadrados sendo assim a quarta menor (ALMEIDA, 2000); menores que ela em área serão: Sagitta, Equuleus e Crux, essa já mencionada em: http://goo.gl/BZca4K). 

Constelação austral, compreendida entre as ascensões retas de 13h35min e 15h26min, e as declinações austrais de 54º,3 e 70º,4. Situada próximo ao pólo celeste sul, é limitada ao sul pelas constelações de Apus (Ave do Paraíso), a oeste por Musca (Mosca), Centaurus (Centauro), ao norte por Lupus (Lobo) e a oeste por Norma (Régua) e Triangulum Australe (Triângulo Austral). E fácil identificá-la, pois a sua estrela mais brilhante, de magnitude aparente 3.4. Alpha Circini, está situada em plena Via-Láctea. As duas pontas do Compasso são as estrelas Beta e Gamma Circini, respectivamente, de magnitude aparente 4.2 e 4.5 (MOURÃO, 1987).

A inserção dessa constelação na esfera celeste e novamente atribuída ao genial astrônomo francês Nicolas Louis Lacaille e aquela época das grandes navegações para estabelecer uma rota segura entre oceanos, certamente em meio aos pilotos, mestres de desenho e carpintaria, certamente observa a aplicação constante desse instrumento nas mais diversas as tarefas; representa esta ferramenta no céu. (figura 10).

Alfa Circini uma estrela de magnitude 3.1 que encontra-se aproximadamente 54 anos luz de distância do Sol mas na realidade, faz parte de um sistema triplo de estrelas onde as demais companheiras possuem magnitudes visuais menores estimadas em 8.4 e 11.9 respectivamente(WDS,  2013). Essa estrela e representante mais brilhante de uma classe de estrelas de rápida oscilação, onde e reportado uma variabilidade fotométrica com um período de apenas 6.8 minutos (KURTZ et al, 1994). Os componentes mais brilhantes podem ser observados com um telescópio de 100mm de abertura. 

Recentemente um fato bastante interessante foi a recente descoberta em torno de Beta Circini (uma estrela azul de magnitude 4.0, classe e tipo espectral A3Va e que possui 1.96 a massa do Sol) de um objeto classificado como Beta Cir b; reportado em 2015 a massa deste objeto foi estimada como 0,056 ± 0,007 Massa do Sol (SMITH et al, 2015). 

Gamma Circini e uma estrela subgigante branco azulada, de magnitude 4.9, classe e tipo espectral B5IV que se encontra cerca de 448.6 anos luz de distância do Sol, possuindo uma luminosidade estimada em cerca de 50 vezes a do Sol. Entretanto trata-se de um sistema binário, uma vez que existe uma companheira de cor branco-amarelada de magnitude 5.7, tipo e classe espectral F8 (figura. 11). O período orbital desse sistema e estimado em cerca de 258 anos. Sendo que seu periastro previsto para 2075.  

Quando mencionamos estrelas múltiplas na constelação de Circinus, também é uma ótima oportunidade para falar de Delta Circini que é conhecida como uma binária eclipsante espectroscópica com uma órbita excêntrica (MAYER, 2014), cujo componente primário é uma estrela azul de magnitude 5.0, classe e tipo espectral O7 III-V; já sua companheira tem classe e tipo espectral O9.5 V e a terceira componente b0.5 V (PENNY et al, 2001). Esta terceira componente também possui uma companheira ainda de magnitude estimada em 12.8 (MAYER, 2014). Epsilon Circini possui uma coloração alaranjada e sua Eta Circini4.8, tipo e classe espectral K2III e Eta Circini uma gigante amarela de magnitude estimada em 5.1 tipo classe espectral G8III.

Theta Circini e talvez a mais interessante estrela desta região celeste pelos seguintes fatos, trata-se de um sistema binário (figura 12), onde a componente A possui uma magnitude visual estimada em 5.0 tipo e classe espectral B3Vne sendo também uma estrela variável (AAVSO, 2016) cujos máximos e mínimos variam entre 4.81 - 5.65. 

DD Circinus

A Nova Cir 1999 posteriormente designada DD Circini pela União Astronômica Internacional, foi descoberta em 23 de agosto de 1999 em uma fotografia realizada por William Liller (Viña del Mar, Chile) com uma magnitude de 7.7 (GREEN, 1999 – IAUC 7242). Desta ocorrência uma boa quantidade dados observacionais surgiram, sendo que as boas condições observacionais fizeram com que diversos reportes foram ocorrendo inclusive de observadores brasileiros da REA (Rede de Astronomia Observacional) (VITAL et al. 2000) e do CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), (GREEN, 1999 – IAUC 7243) ambas no Brasil, gerando a curva de luz apresentada na figura 13.

Deep Sky em Circinus

As observações de objetos de céu profundo nesta região celeste poderá ser proveitosa se pudermos ficar bem afastados dos danosos efeitos da Poluição Luminosa. Então se essas condições observacionais estiverem presentes em seu local de observação, os resultados podem surpreender. 

De início eu vou recomendar um telescópio de boa abertura ótica (150 mm ou acima) e a utilização de um filtro OIII para realçar as diferentes condições sutis de contraste da Nebulosa Planetária NGC 5315 (figura 14). Ela aparecerá na ocular com um aspecto estelar na coloração verde azulada. Sua magnitude visual 9.9, Brilho superficial 13.0 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 13h55m17.5s e Decl (Declinação): -66°36'14" (J2000.0).

Aglomerados Abertos

Em Star Parties um dos objetos que também despertam bastante o interesse dos participantes e a possibilidade de observação dos Aglomerados Abertos; então um telescópio de abertura ótica de 230 mm poderá revelar aos nossos olhos o NGC 5715, um aglomerado destacado de pequena concentração central, cuja distribuição de estrelas são regulares e de várias magnitudes aparentes (em torno de 10 e 11). Sua magnitude visual 9.8 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta)= 14h44m45.7s e Decl (Declinação): -57°39'11" (J2000.0).

Utilizando essa mesma abertura o aglomerado aberto NGC 5823 será mais destacado devido a sua magnitude e suas dimensões (10.0'), consideravelmente grande, rico, pouco comprimido em meio, estrelas de magnitude 13 a 14, ele certamente chamou a atenção de seu descobridor John Herschel  (O'MEARA et al, 2002). Sua magnitude visual 7.9 e suas coordenadas são: AR (Ascensão Reta) = 15h06m46.1s e Decl (Declinação): -55°39'47" (J2000.0).

Os acontecimentos tristes que ocorreram nos últimos dias do mês passado, não reflete nosso pensamento e muito decepciona aqueles que amam a ciência e procuram através dela, apresentar a grandiosidade do universo aos seus fraternos companheiros. Desta forma eu não tenho dúvidas que as perspectivas observacionais narradas para esse período, assim como foi o anterior também marcará essas atividades (e somente estamos iniciando o segundo trimestre deste ano), uma vez que todos nós, admiradores da esfera celeste, temos um pouco da genialidade de La Caille. Isso se reverbera nos reportes observacionais dos asteroides, conjunções planetárias, ocultações e registros lunares que são realizados em todo o mundo.  Vamos em frente, pois que estamos no limiar de novas perspectivas observacionais. 

Desejo-lhes sucesso!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2016. Florianópolis: Ed: do Autor, 2015. 182p.

- _________________ - Rea/Brasil Website (SECÇÃO DE COMETAS) - http://rea-brasil.org/cometas/observ252p.html. Acesso em 21 Mar. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- TOLENTINO, Ricardo José Vaz.  Ultrapassamos 300.000 visitas! E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br  05 Mar. 2016, 01:37(AM).

- VITAL, Hélio Carvalho. Lua e Júpiter Próximos - E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 23 Fev. 2016, 3:09 (AM).

- VITAL, Hélio Carvalho.; NAPOLEÃO, Tasso Augusto. REA – Reporte nº 9. Maio. 2000 - Disponível para Download em: < http://www.rea-brasil.org/reportespdf/reporte11.pdf> Acesso em 26 Mar. 2016.

- PUROHIT, Divyadarshan D. Occultation of Aldebaran from India - E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 15 Mar. 2016, 5:35 (AM).

- DIAS, Regis S. Asteroide (10) Hygiea em 2016 (Oposição)! - E-Mail [Personal Communication]. Message received by  arcampos_0911@yahoo.com.br em 15 Mar. 2016, 1:55 (PM).

- ALMEIDA, Guilherme de. , Pedro. Observar o Céu Profundo. ISBN-972-707-278-X. Ed. Plátano Edições Técnicas, 1ª Edição, Julho 2000; Lisboa Portugal. 339p.

- JPL/NASA. (Website) News March 18, 2016. Available in: http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?feature=6164. Acess 21 Mar. 2016.

- KURTS D. W., SULLIAVAN D. J., MARTINEZ P., et al.: 1994, MNRAS, 270, 674. Available in: http://www.aanda.org/articles/aa/ref/2011/12/aa16981-11/aa16981-11.html Acess 25 Mar. 2016.

- SMITH L., LUCAS P., CONTRERAS PEÑA C., KURTEV R., MAROCCO F. et al. MNRAS, 454, 4476. Available in <http://mnras.oxfordjournals.org/content/454/4/4476> Acess in: 25 Mar. 2016.

- Washington Double Star Catalog (WDS) - Double Star Database, Data Last: (2013). Available in < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=60601> – Acess in: 25 Mar. 2016.
- _______________________________, Data Last: (2014). Available in < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=62638> – Acess in: 25 Mar. 2016.

- _______________________________, Data Last: (2013). Available in < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=61239> – Acess in: 25 Mar. 2016.

- O'MEARA, Stephen James. MOORE, Patrick - The Caldwell Objects - Cambridge University Press / S&T, 2002. Disponível para Download em: <http://akclas.ru/books/caldwell.pdf> - Acesso em 29 Abr 2015.

- PENNY, Laura R.; SEYLE, Debra; Gies, DOUGLAS R.; HARVIN, James A.; BAGNUOLO, William G.; THALLER, M. L.; FULLERTON, A. W.; KAPER, L. (2001). "Tomographic Separation of Composite Spectra. VII. The Physical Properties of the Massive Triple System HD 135240 (δ Circini)". The Astrophysical Journal 548 (2): Available in: <http://cdsads.u-strasbg.fr/abs/2001ApJ...548..889P> Acess in 25 Mar. 2016.

-AAVSO.ORG. Binocular Program. - Website: Available in: https://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=9530> Acess in: 25 March. 2016.

- GREEN, Daniel E. W - IAU – CBAT Pages. (Central Bureau for Astronomical Telegrams) – Circular No. 7242 (24 Ago 1999) – Available in: http://www.cbat.eps.harvard.edu/iauc/07200/07242.html#Item1> Acess in: 26 Mar. 2016.

- _______________________________, Circular No. 7243 (25 Ago 1999) – Available in: http://www.cbat.eps.harvard.edu/iauc/07200/07243.html#Item1 Acess in: 26 Mar. 2016.

- NGC 5315 Picture - ESA/Hubble images - Available in <https://www.spacetelescope.org/images/opo0733c/Acess in: 26 Mar. 2016.

- THE WATCHERS - News Update (4 new articles)  [E-Mail]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 30 Mar. 2016, 08;05 (PM).

- John Mckeon- You Tube Channel.  Available in < https://www.youtube.com/watch?v=qAJI4gqX3Zg> Acess in 31 March. 2016.

- Gerrit Kernbauer - You Tube Channel.  Available in < https://www.youtube.com/watch?v=4LiL7RYG7ac> Acess in 31 March. 2016.


A ocultação de Zavijava (Beta Virginis) pela Lua em 19 de abril 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Na madrugada de 19 de abril próxima, a Lua +92% iluminada e uma elongação solar de 148° ocultará a estrela Zavijava (Beta Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F9V (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.


Assim sendo, os observadores localizados em parte da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai); bem como ainda localizados em ilhas oceânicas do Pacífico (Hawai) regiões ao Sul desta área poderão acompanhar o desaparecimento e o reaparecimento dessa estrela dentro do crepúsculo, conforme e apresentado nas tabelas 1 e 2.


Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo segue o planisfério global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange essas regiões. 

Zavijava (Beta Virginis) 

Beta Virginis também conhecida como Zavijava, está situada a 32,6 anos-luz da Terra. Seu nome de origem árabe designa "o recanto dos cães vigias", pois supunham os antigos que esses cães vigiavam o Leão, situado na constelação ao lado. (MOURÃO, 1987). Na realidade esse é um sistema triplo de estrelas (WDS, 2015) conforme apresentado na figura 3 abaixo. 

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 23 Nov. 2015.

- Washington Double Star Catalog (WDS) - Double Star Database. Available in <http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=51988>– Acess in: 23 Nov. 2015.

A ocultação de Gamma Librae pela Lua em 24 de abril 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 24 de abril próximo, a Lua -97% iluminada e uma elongação solar de 159°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado numa grande extensão da superfície terrestre.

Observadores localizados no Continente africano (Angola, Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Níger, Nigéria, Senegal, São Tomé e Príncipe e Togo); na América Central (Aruba, Barbados, Costa Rica, Cuba, Ilhas Cayman, Rep. Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis e Trinidad e Tobago) região ístmica e insular (Mar das Antilhas); na América do Norte (Bermudas e Estados Unidos) e norte da América do Sul (Brasil, Colômbia e Venezuela), poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1, 2, 3 e 4 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange ilhas localizadas no oceano Atlântico. 

Gamma Librae

Gamma Librae (tipo espectral G8.5III) é uma estrela dupla fechada de magnitude de 3.9, conforme podemos verificar na figura 3. Mesmo sendo uma estrela gigante e semelhante ao Sol, ela encontra-se cerca de 109 anos luz de distância. (MOURÃO, 1987)

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

WALKER, John. Your Sky - Fourmilab Switzerland, 2003. Disponível em <http://www.fourmilab.ch/yoursky/catalogues/starname.html> - Acesso em 05 ago. 2014.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 24/12/2014.

O asteroide (78) Diana em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 21 de abril próximo, o asteroide Diana estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.986), quando então sua magnitude chegará a 11.3, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 78 Diana foi descoberto em 15 de março de 1863 pelo astrônomo alemão Robert Luther (1822 - 1900) no Observatório de Düsseldorf. O nome é referência a Diana, filha de Júpiter com Latona, considerada a deusa romana da caça e que também simbolizava a Lua. (MOURÃO, 1987). 

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”). OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (89) Julia em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


Em 23 de abril próximo, o asteroide Julia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.993), quando então sua magnitude chegará a 10.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa contendo ainda uma legenda com o alfabeto greco, auxiliando a identificação de algumas estrelas de referência e objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 89 Julia foi descoberto em 06 de agosto de 1866 pelo astrônomo pelo astrônomo francês Édouard Jean-Marie Stephan (1837 – 1923) no Observatório de Marselha. O nome é uma homenagem a uma jovem das relações do descobridor. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”). OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (23) Thalia em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 22 de maio próximo, o asteroide Thalia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.998), quando então sua magnitude chegará a 10.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 23 Thalia foi descoberto em 15 de dezembro de 1852 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é uma alusão à musa grega da comédia (MOURÃO, 1987). 

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


O asteroide (7) Iris em 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 29 de maio próximo, o asteroide Iris estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.557), quando então sua magnitude chegará a 9.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 7 Iris foi descoberto em 13 de agosto de 1847 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é homenagem a Íris ou Íride, filha de Taumas e Electra, e mensageira de Juno, em particular, e dos deuses, cuja aparição era anunciada pelo arco-íris. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.


Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu: o que estamos aprendendo? - Março 2016

Aléxia Lage de Faria
alagef@gmail.com
CEAMIG/GREC

"Aqueles que estudam as estrelas tem a Deus por professor."
Tycho Brahe

O Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu tem como missão criar e manter a cultura da observação e reconhecimento da esfera celeste entre os associados recém-ingressos nos quadros do CEAMIG – Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CAMPOS, 2014). Os membros se reúnem aos sábados para estudo teórico e/ou prático e mensalmente realizam observações, quando as condições do tempo assim permitem. 

Durante as reuniões do grupo, realizadas no período de 27/02/2016 a 19/03/2016, os seguintes tópicos foram estudados:

Técnicas de observação: condições atmosféricas que prenunciam noites de boa visão, a escolha de locais de observação e como minimizar a turbulência local.

Na parte prática, foi dada continuidade ao Programa Observacional de Nebulosidade – PON, iniciado em 1°de dezembro de 2015. Dessa vez, porém, em vez de apresentarmos a coleta de estimativas referente ao mês de fevereiro, apresentaremos um informe sazonal, referente ao período de vigência da estação de verão (22/12/2015 a 19/03/2016). Assim, poderemos ter uma visão da nebulosidade ocorrida durante essa temporada.

E o que estamos aprendendo no Programa Observacional de Nebulosidade?

O objetivo deste programa é diariamente estimar a nebulosidade do céu, em percentagem (%), em uma determinada área, e sempre no mesmo horário. Ao final, serão calculadas as médias individuais mensais do índice de nebulosidade e, por fim, a média geral do índice para cada mês do ano. Também serão obtidas, ao final de cada estação, os informes sazonais com os dados coletados para cada estação do ano. A diferença é que, neste caso, os índices estarão relacionados a cada temporada e não a um mês especificamente.

As estimativas, embora sejam coletadas em bairros distintos, são todas realizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

A metodologia empregada é bastante simples e composta pelos seguintes passos:

Utilizando a Folha de Registro, conforme mostrado na Figura 1, preencher o cabeçalho informando o Nome do Observador, o Horário da Observação em Tempo Universal (TU), Ano, Latitude, Longitude e Altitude (em metros) do local de observação.

Figura 1 - Folha de Registro do Programa Observacional de Nebulosidade.
Fonte: CEAMIG, 2015.

2. Para cada dia do mês, à mesma hora (com tolerância de ±15 minutos), estimar em percentagem (%) a nebulosidade do céu, sempre no mesmo local, e anotá-la na Folha de Registro. Exemplo: 100% = céu totalmente encoberto.

3. Enviar os dados anotados na Folha de Registro, semanalmente, ao responsável pela coleta de estimativas dos observadores. As informações enviadas serão inseridas em uma planilha que efetuará os cálculos para obtenção, no caso dos informes sazonais, dos Índice Médio Sazonal Individual (IMSI), Índice Médio Sazonal Final (IMSF) e Produtividade Observacional (PO), referentes ao período de coleta de estimativas da estação.  

4. O Índice Médio Sazonal Individual (IMSI) é calculado somando-se todas as estimativas de um observador (em %), realizadas em uma determinada estação do ano, dividindo-se pelo número de dias de observação. Seu resultado representa a média de nebulosidade (em %) obtida em uma determinada estação, para um dado observador.

IMSI =  (∑=〖Estimativas coletadas na estação do ano por um dado observador〗)/(Número de Dias de Observação)

5. O Índice Médio Sazonal Final (IMSF) é calculado somando-se todas as estimativas de todos os observadores (em %), realizadas em uma determinada estação do ano, dividindo-se pelo número de observadores. Seu resultado representa a média de nebulosidade em uma determinada estação do ano (em %).

IMSF=  (∑=〖Estimativas coletadas na estação do ano por todos os observadores〗)/(Número de Observadores)

6. Será também informada a Produtividade Observacional (PO). É calculada somando-se a quantidade de estimativas de todos os observadores, realizadas em uma determinada estação do ano, e multiplicando-se o valor encontrado por 30s (tempo médio considerado para a coleta de cada estimativa, em segundos). Seu resultado representa a quantidade de tempo gasto com a coleta de estimativas de todos os observadores durante uma determinada estação do ano, podendo ser expresso em minutos ou horas.
 
PO=(∑=〖Quantidade de estimativas de todos os observadores) x 30s〗


Para reportar as estimativas coletadas, foi definida uma Sintaxe de Reporte. No caso específico de reporte para uma estação do ano, a sintaxe utilizada é mostrada na Figura 2.

 Figura 2 - Sintaxe de Reporte para estimativas coletadas durante o período de uma estação do ano.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.


 Na Figura 3, é apresentado o reporte de nebulosidade no período de 22/12/2015 a 19/03/2016.

Figura 3 - Reporte de Nebulosidade no período de 22/12/2015 a 19/03/2016.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.

O resultado do Índice Médio Sazonal Individual (IMSI), para cada observador, pode ser visto na Figura 4:

Figura 4 - Índice Médio Sazonal Individual para o verão.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.

Os resultados do Índice Médio Sazonal Final (IMSF), referentes ao período de 22/12/2015 a 19/03/2016, podem ser vistos na Figura 5:

Figura 5 -  Índice Médio Sazonal Final para o verão.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.

Por fim, foram gastas 2,6h para a realização da coleta de todas as estimativas para a estação de verão, conforme mostrado na Figura 6. 

Figura 6 -  Produtividade Observacional para a estação do verão.
Fonte: CEAMIG, 2015-2016.

No próximo informativo, serão apresentados os resultados do programa referentes ao mês de março/2016. 

REFERÊNCIAS

CAMPOS, Antônio Rosa. (arcampos_0911@yahoo.com.br). [Ceamig] Grupo de Estudos de Reconhecimento do Céu! [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por ceamig@yahoogrupos.com.br em 24 nov. 2014.

CEAMIG – CENTRO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE MINAS GERAIS. Base de Dados do Programa Observacional de Nebulosidade 2015. Dados referentes aos meses de novembro e dezembro de 2015, coletados pelo Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu - GREC. Belo Horizonte: CEAMIG, 2015.

CEAMIG – CENTRO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE MINAS GERAIS. Base de Dados do Programa Observacional de Nebulosidade 2016. Dados referentes ao mês de janeiro de 2016, coletados pelo Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu - GREC. Belo Horizonte: CEAMIG, 2016.

CEAMIG – CENTRO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE MINAS GERAIS. Base de Dados do Programa Observacional de Nebulosidade – Informe Sazonal – 2015-2016. Dados referentes ao período do verão (22/12/2015 a 19/03/2015), coletados pelo Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu - GREC. Belo Horizonte: CEAMIG, 2015-2016.